Conto 1
A Terra Oca
O conto fantástico de juventude de Morris, escrito em 1856, em que uma busca por lugar, amor e redenção se desenha entre cavaleiros, violência feudal e uma terra de beleza quase sobrenatural.
por William Morris
Três narrativas breves de William Morris em uma porta de entrada para a fantasia fundadora, a crítica social vitoriana e o imaginário da Kelmscott Press.
Antes dos grandes romances que fariam de William Morris um dos pais da fantasia moderna, estes contos já traziam a matéria-prima de sua imaginação: reinos encantados, culpa, beleza medieval, crítica social e o pressentimento de que todo mundo melhor precisa ser buscado com o corpo inteiro.
A Terra Oca e Outros Contos reúne três textos breves de William Morris que revelam, em miniatura, a amplitude de sua obra: a fantasia medievalizante de A Terra Oca, a crítica social de Uma Lição de Rei e a melancolia cavaleiresca de Amor Antigo. Antes dos romances que ajudariam a formar a alta fantasia moderna, Morris já experimentava aqui com terras encantadas, dilemas morais, imaginação política e imagens de beleza artesanal. Esta edição online da Scriptoriando apresenta o autor como contista, poeta e pensador, oferecendo uma porta de entrada acessível para um dos nomes decisivos do século XIX literário e artístico.
Explore os pontos centrais deste título: narrativa, valor editorial e impacto de leitura.
“Um cavaleiro atravessa vingança, queda e encantamento em uma narrativa de juventude que já anuncia a obsessão de Morris por terras ideais, mundos liminares e escolhas morais sem conforto.”
Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.
Conto 1
O conto fantástico de juventude de Morris, escrito em 1856, em que uma busca por lugar, amor e redenção se desenha entre cavaleiros, violência feudal e uma terra de beleza quase sobrenatural.
Conto 2
Uma narrativa breve, política e mordaz, na qual Matias Corvino descobre o abismo entre o discurso dos senhores e a vida concreta dos camponeses.
Conto 3
Um poema narrativo de perda e memória, marcado por cavaleiros envelhecidos, amor idealizado e o tom crepuscular da poesia pré-rafaelita.
Este volume foi pensado como uma entrada curta, mas densa, para a obra de William Morris. Em vez de apresentar apenas o Morris designer, ou apenas o Morris socialista, ou apenas o Morris precursor da fantasia, estes três textos mostram como essas forças se misturam: beleza ornamental, imaginação medieval, crítica do mundo industrial e desejo de uma vida mais íntegra.
A Terra Oca abre o conjunto com uma narrativa de juventude escrita em 1856. O conto ainda não é o Morris dos grandes romances tardios, mas já traz vários sinais do caminho que ele percorreria depois: cavaleiros, brasões, culpa, sonho, queda e a busca por uma terra ideal que parece estar ao mesmo tempo próxima e fora do alcance humano.
Morris é um dos nomes que tornam possível falar em fantasia como literatura séria. Antes de Tolkien, antes de Lewis, antes de tantas tradições populares do século XX, ele já testava uma linguagem arcaizante, uma sensibilidade medieval e mundos que se afastavam do realismo urbano vitoriano.
Ao mesmo tempo, sua fantasia nunca é apenas fuga. Mesmo quando sonha com terras encantadas, Morris escreve sob o peso de uma pergunta moral: como viver de modo belo, justo e humano em um mundo que empobrece o trabalho, a imaginação e os afetos?
Este é um livro para leitores que querem começar por Morris sem entrar, de imediato, em um romance longo. Também serve como complemento natural para quem já leu A História da Planície Reluzente e deseja ver o autor em formas mais breves.
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