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A Casa dos Wolfings
William Morris
Publicado em 1889, *A Casa dos Wolfings* é o romance em prosa e verso de William Morris que fundou o heroísmo comunal da fantasia moderna — e que chega ao português pela primeira vez em mais de 130 anos. Na Marca-Média, junto à Floresta-Tenebrosa (*Mirkwood*), vivem os Godos: organizados em Casas totêmicas — Wolfings (Lobos), Bearings (Ursos), Elkings (Alces) —, governados por assembleias populares e laços de parentela. Quando o avanço romano ameaça sua existência, Thiodolf, o 'Lobo-do-Povo', é eleito Duque-da-Guerra. Mas antes de partir, recebe da Sol-da-Floresta — sua amante sobrenatural — uma cota de malha forjada por anões: um artefato que promete mantê-lo vivo, mas que corrói sua liderança a cada uso. A edição brasileira da Scriptoriando reúne tradução integral de Leonardo Carneiro, prefácio de Reinaldo José Lopes, introdução editorial, prefácio de May Morris, 31 capítulos em prosa-verso cerimonial e cinco anexos críticos — em duas edições capa dura: Classic (miolo colorido) e Essential (miolo P&B).
A História da Planície Reluzente
William Morris
Publicada em 1891, A História da Planície Reluzente é amplamente reconhecida como a primeira obra de Alta Fantasia moderna — a narrativa que estabeleceu o modelo de mundo secundário coeso antes de Tolkien, Lewis ou qualquer nome que você associe ao gênero. William Morris, artista, designer, tradutor de sagas islandesas e fundador da célebre Kelmscott Press, construiu uma jornada que cruza mares proibidos e terras esquecidas: Hallblithe, jovem guerreiro do Clã dos Corvos, parte em busca desesperada de sua noiva raptada e alcança a Planície Reluzente, um paraíso onde a velhice e a morte não existem. Mas o que parece utopia se revela a armadilha definitiva: uma eternidade sem luta, perda ou sentido. A edição brasileira da Scriptoriando está disponível em quatro versões — Kelmscot (edição anterior), Classic Edition, Dark Edition e Essential Edition —, cada uma com proposta visual e de acabamento própria, preservando o aparato contextual, as notas editoriais e a prosa arcaica original que fez Tolkien confessar sua dívida literária com Morris.
A História do Rei Arthur e seus Cavaleiros
Howard Pyle
Volume único de 1.030 páginas reunindo a tetralogia completa de Howard Pyle — escritor e ilustrador americano que, entre 1903 e 1910, dedicou os últimos sete anos de sua vida a reconstituir toda a saga arturiana. O primeiro livro, A História do Rei Arthur e Seus Cavaleiros (1903), narra a ascensão de Arthur — o jovem que puxa a espada da bigorna com 'maravilhosa suavidade e facilidade', recebe Excalibur da Dama do Lago e conquista Guinevere, 'a mais formosa dama que o mundo já contemplara'. O segundo, A História dos Campeões da Távola Redonda (1905), apresenta Launcelot — 'o mais nobre de espírito, o mais corajoso de coração' —, a tragédia de Tristram e Isoult — 'prefiro estar triste contigo do que feliz com outro' — e a busca de Percival. O terceiro, A História de Sir Launcelot e Seus Companheiros (1907), aprofunda o cavaleiro dividido entre amor proibido e lealdade, inclui sua loucura na floresta e o nascimento de Galahad — 'a flor de toda a cavalaria, o cavaleiro absolutamente destemido'. O quarto e último, A História do Graal e o Fim do Rei Arthur (1910), culmina na conquista do Graal por Galahad, na última batalha onde Arthur chora sobre doze mil mortos e pergunta 'O que é a minha vida agora?', e na partida para Avalon ao luar — 'retornarei à Britânia, e ninguém saberá do meu retorno'. Pyle encerrou a obra agradecendo a Deus por lhe conceder vida para terminá-la — morreu no ano seguinte, em 1911, aos 58 anos.
A Alexíada
Ana Comnena
Escrita no século XII por Ana Comnena — princesa porfirogenita, médica, conspiradora fracassada e a primeira grande historiadora da tradição ocidental —, *A Alexíada* é o relato monumental do reinado do imperador Aleixo I Comneno. Do exílio no Mosteiro de Cecaritomena, Ana transformou sua derrota política em obra literária: 15 livros que cobrem a ascensão dos Comnenos, as guerras contra normandos e turcos, o julgamento de heresias e o encontro sísmico com a Primeira Cruzada, narrado pela única voz que escrevia de *dentro* dos muros de Constantinopla. 580 páginas de erudição, intriga e prosa aticista — com introdução histórica e epílogo da edição Scriptoriando.
As Crônicas Ancestrais Do Rei Arthur - Tomo I
Geoffrey de Monmouth, Nennius e outros
Primeiro tomo da coleção As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur, este volume reúne os textos fundadores da tradição arturiana em 608 páginas com capa dura e miolo colorido. No centro da obra está a Historia Regum Britanniae de Geoffrey de Monmouth (c. 1136) — crônica pseudo-histórica em doze livros que traçou a linhagem dos reis britânicos desde a queda de Troia até o século VII. Brutus funda Nova Troia às margens do Tâmisa; Lear divide o reino entre suas filhas; César invade a ilha; Vortigern assiste ao combate entre o dragão branco e o vermelho enquanto Merlin profetiza; Uther Pendragon gera Arthur com a ajuda da magia; e Arthur, com Caliburn forjada em Avalon, derrota saxões, pictos e romanos antes de ser mortalmente ferido pela traição de Mordred às margens do rio Cambula — 'e foi levado para a ilha de Avalon para tratar de seus ferimentos.' O tomo inclui a Historia Brittonum de Nennius (séc. IX), que apresenta Arthur não como rei, mas como dux bellorum em doze batalhas — da foz do rio Glein ao Monte Badon, onde 'caíram novecentos e sessenta homens antes do único ataque de Arthur'. Inclui os Annales Cambriae (séc. X), que fixam as datas de Badon (516) e Camlann (537) — 'na qual Arthur e Medraut caíram'. Inclui ainda poemas do Livro de Taliesin e três anexos acadêmicos sobre fontes históricas, o contexto normando de Geoffrey e a formação do ciclo arturiano.
As Crônicas Ancestrais Do Rei Arthur - Tomo II
Chrétien de Troyes
Segundo tomo da coleção As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur, este volume reúne os cinco romances arthurianos de Chrétien de Troyes — poeta da corte de Champagne que, entre 1170 e 1181, inventou a literatura arturiana como a conhecemos. Em 640 páginas com capa dura e miolo colorido, a edição apresenta: Erec e Enide (c. 1170), onde o melhor cavaleiro da Távola Redonda abandona as armas por amor à esposa e ouve dela a acusação que despedaça tudo — 'Ai de mim, que tristeza eu ter deixado meu país! O que vim buscar aqui?'; Cligés (c. 1176), no qual Fenice recusa ser como Isolda — 'Quem possui meu coração terá também meu corpo e afastará todos os outros pretendentes' — e Thessala prepara a poção que engana o imperador; Yvain, o Cavaleiro do Leão (c. 1178), em que o herói enlouquece na floresta, resgata um leão de uma serpente de fogo e ganha um companheiro que quase se mata de dor quando pensa que seu mestre morreu; Lancelot, o Cavaleiro da Carreta (c. 1178), onde o cavaleiro hesita dois passos antes de saltar na carreta dos condenados por amor a Guinevere — 'A razão o aconselhava a não fazer nada que pudesse trazer vergonha. O amor, no entanto, residia firmemente em seu coração' — e depois atravessa a Ponte da Espada com mãos e pés nus; e Perceval, o Conto do Graal (c. 1181), narrativa inacabada na qual um jovem galês confunde cavaleiros com anjos, contempla três gotas de sangue na neve que lhe lembram o rosto de Blanchefleur, e cala diante da procissão do Graal — o momento de silêncio que gerou oito séculos de buscas literárias. O tomo inclui ensaio biográfico de 35 páginas sobre vida e obra de Chrétien (c. 1130–c. 1191, Troyes, corte de Marie de Champagne e Philippe de Flandres), prefácio crítico e notas explicativas.
Homens de Ferro
Howard Pyle
Inglaterra, 1400. Ricardo II foi deposto. Conspiradores são decapitados em praças de mercado. O cego Lorde Gilbert Reginald Falworth — Barão de Falworth e Easterbridge, conselheiro de Ricardo — é arruinado por abrigar Sir John Dale, um amigo condenado. Quando um cavaleiro de armadura negra esmaga Dale com uma maça de ferro no salão do castelo, o menino Myles, de oito anos, presencia tudo agarrado ao manto do pai. A família foge na escuridão do inverno para Crosbey-Holt, onde Myles é treinado por sete anos pelo arqueiro Diccon Bowman — veterano do Príncipe Negro na França e Espanha — em espada, arco longo, besta, bastão, maça, adaga e luta livre. Aos dezesseis, é enviado ao Castelo Devlen sob o Conde de Mackworth, onde enfrenta a hierarquia brutal dos bacharéis, organiza uma rebelião de escudeiros, descobre o amor ao cair no jardim proibido de Lady Alice, e ascende a cavaleiro. O clímax é um julgamento por combate em Smithfield contra o Conde de Alban — o homem que cegou seu pai — descrito com precisão segundo o código de cavalaria compilado nos tempos de Eduardo III. Publicado em série na Harper's Young People entre novembro de 1890 e junho de 1891, com ilustrações do próprio Pyle.
Lais de Marie de France
Marie de France
Escritos em anglo-normando por volta de 1170 por uma mulher que revelou sobre si apenas 'Marie ai nom, si sui de France', os quatorze Lais são a primeira coleção de narrativas em verso da literatura europeia dedicadas exclusivamente ao amor. Dedicados ao 'nobre rei' — provavelmente Henrique II da Inglaterra — e moldados pelo folclore celta bretão que os harpeiros cantavam nas cortes, os lais transformaram canções orais em literatura. *Gugemer* é o cavaleiro que só pode ser curado pelo sofrimento mútuo. *Bisclavret* é o barão que vira lobo e é traído pela esposa. *Lanval* é salvo por uma fada mais bela que Guinevere. *Ywenec* recebe um amante na forma de pássaro. *Eliduc* contém a mais antiga narrativa da flor que ressuscita os mortos. *Chèvrefeuille* resume Tristão e Isolda numa só imagem: a madressilva enrolada na aveleira — 'nem vós sem mim, nem eu sem vós.' Com introdução de Alice Kemp-Welch, prefácio de Eugene Mason (1911) e estudo de Roquefort-Flaméricourt.
No Dorso do Vento Norte
George MacDonald
Publicada em 1871, *No Dorso do Vento Norte* é a obra-prima fantástica de George MacDonald — o autor que C.S. Lewis chamou de 'meu mestre' e que influenciou decisivamente C.S. Lewis, J.R.R. Tolkien e a tradição da fantasia cristã moderna. Diamond, filho de um cocheiro pobre, vive num sótão sobre o estábulo, cercado de feno e tábuas apodrecidas pelo vento. Numa dessas noites, a voz do Vento Norte — entidade gigante, maternal e cósmica — invade seu quarto e o convida a voar sobre a Londres vitoriana. O que se segue é uma jornada que atravessa o *pea soup fog* das chaminés industriais, a miséria dos cortiços de Whitechapel e a beleza ártica até um lugar paradoxal: uma terra de paz absoluta situada no coração da maior tempestade. A edição brasileira da Scriptoriando reúne tradução integral, prefácio editorial, introdução sobre a Era Vitoriana, nota do tradutor e anexo de análise literária — em duas edições capa dura: Classic (miolo colorido) e Essential (miolo P&B).
O Mabinogion
Lady Charlotte Guest
Este volume reúne os doze contos que formam o corpus completo do Mabinogion — a herança literária mais antiga das ilhas britânicas e o berço do Rei Arthur como figura narrativa. Os *Quatro Ramos do Mabinogi* (c. 1190) — Pwyll, Branwen, Manawyddan e Math — preservam um mundo pré-cristão de deuses decaídos, metamorfoses e caldeirões de ressurreição. *Kilhwch e Olwen* (c. 1100), a narrativa arturiana mais antiga conhecida, é uma caçada primitiva e brutal pelo javali Twrch Trwyth. Os *Três Romances* — A Dama da Fonte, Peredur e Geraint — trazem Arthur já transformado em cavaleiro normando, em paralelos diretos com Chrétien de Troyes. Complementam o volume *O Sonho de Maxen Wledig*, *Lludd e Llevelys*, *O Sonho de Rhonabwy* e *Taliesin*. Com 625 páginas de tradução integral, biografia de Lady Charlotte Guest, ensaio sobre paralelos culturais europeus e centenas de notas eruditas para cada conto.
A Saga dos Volsungs e Ragnar Lodbrok
Anônimo
Traduzido diretamente do nórdico antigo, este volume reúne os três textos que fundaram a tradição heroica germânica e alimentaram toda a fantasia ocidental moderna. A *Völsunga Saga* (43 capítulos) narra sete gerações da linhagem de Odin — da espada cravada em Barnstokkr ao assassinato de Sigurðr, passando pela morte do dragão Fáfnir, a maldição do anel Andvaranaut e a queda apocalíptica dos Gjúkings. A *Saga de Ragnar Lodbrók* (20 capítulos + O Conto dos Filhos) conecta o sangue dos Völsungs à Era Viking: Ragnar desposa Áslaug, filha de Sigurðr, gera os guerreiros mais temidos do século IX e morre na cova de serpentes do rei Ella na Inglaterra. A *História de Norna-Gest* (12 capítulos) fecha o ciclo: um poeta de 300 anos cuja vida foi amarrada a uma vela pelas Nornas testemunha a Era Heroica inteira e, na corte do rei cristão Óláfr, aceita o batismo, acende a vela e entrega a alma — o crepúsculo de um mundo.
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