Trilha de A Casa dos Wolfings
Volume ITexturas sonoras de floresta, batalha e rito tribal para acompanhar a preparação editorial de A Casa dos Wolfings.
por William Morris
A obra que Tolkien citou como influência direta sobre os Pântanos Mortos e o Morannon. Publicada em 1889, A Casa dos Wolfings é o romance em prosa e verso que fundou o heroísmo comunal da fantasia moderna — e chega pela primeira vez em língua portuguesa. A primeira tradução em mais de 130 anos.
Publicado em 1889, A Casa dos Wolfings é o romance em prosa e verso de William Morris que fundou o heroísmo comunal da fantasia moderna — e que chega ao português pela primeira vez em mais de 130 anos. Na Marca-Média, junto à Floresta-Tenebrosa (Mirkwood), vivem os Godos: organizados em Casas totêmicas — Wolfings (Lobos), Bearings (Ursos), Elkings (Alces) —, governados por assembleias populares e laços de parentela. Quando o avanço romano ameaça sua existência, Thiodolf, o 'Lobo-do-Povo', é eleito Duque-da-Guerra. Mas antes de partir, recebe da Sol-da-Floresta — sua amante sobrenatural — uma cota de malha forjada por anões: um artefato que promete mantê-lo vivo, mas que corrói sua liderança a cada uso. A edição brasileira da Scriptoriando reúne tradução integral de Leonardo Carneiro, prefácio de Reinaldo José Lopes, introdução editorial, prefácio de May Morris, 31 capítulos em prosa-verso cerimonial e cinco anexos críticos — em duas edições capa dura: Classic (miolo colorido) e Essential (miolo P&B).
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“'Os Pântanos Mortos e as proximidades do Morannon devem mais a William Morris e seus Hunos e Romanos, como em The House of the Wolfings ou The Roots of the Mountains.' — J.R.R. Tolkien, carta 226, 31/12/1960”
'Artesanato de arte pura, do começo ao fim — com um charme desconhecido que consegue levar o leitor a uma era mais primitiva e mais fresca.' — Oscar Wilde, Pall Mall Gazette, 1889
'Uma das poucas contribuições verdadeiramente significativas de nossa era à literatura imaginativa.' — Henry Hewlett, resenha de 1889
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“'Conta a história que, em tempos idos, havia uma morada de homens junto a uma vasta floresta. Diante dela se estendia uma planície — não muito extensa, mas que era, por assim dizer, uma ilha no mar das matas.' — Assim começa Morris: não com um herói solitário, mas com um povo inteiro e o lugar onde escolheu viver.”
Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.
Etapa 1
Na clareira aberta entre a Floresta-Tenebrosa e o rio, vivem os Godos em Casas totêmicas — Wolfings (Lobos), Bearings (Ursos), Elkings (Alces) — governados por assembleias populares e laços de parentela. No Grande Salão, a Sol-do-Salão mantém acesa a lâmpada sagrada que encarna a memória e o destino da parentela.
Etapa 2
Uma flecha de guerra chega anunciando o avanço romano. A vida comunal se interrompe e os clãs se reúnem no Folk-Mote — assembleia de milhares de guerreiros — para eleger chefes de guerra. Thiodolf, 'Lobo-do-Povo', é escolhido como Duque-da-Guerra. Antes de partir, recebe da Sol-da-Floresta a cota maldita.
Etapa 3
O romance se desdobra em três camadas simultâneas: a guerra contra Roma (emboscadas, batalhas campais, manobras táticas), o drama da cota maldita (que a cada uso dissolve a liderança de Thiodolf) e o triângulo entre pai, mãe e filha — Thiodolf, a Sol-da-Floresta e a Sol-do-Salão — até que o herói precise escolher.
Etapa 4
Thiodolf despoja a cota, veste as armas dos caídos e marcha para o combate final. Morre cortando as amarras dos prisioneiros dentro do Salão dos Wolfings, sentado na cadeira de seus ancestrais. A lenda diz que dorme no túmulo com a Lavradeira-de-Lanças e despertará quando os Godos estiverem em necessidade extrema.
Esta edição brasileira integra a linha Clássicos da Fantasia da Scriptoriando — a mesma que trouxe ao público brasileiro A História da Planície Reluzente e No Dorso do Vento Norte. O projeto reúne tradução integral de Leonardo Carneiro, prefácio de Reinaldo José Lopes, introdução editorial, prefácio de May Morris e cinco anexos críticos — num aparato editorial que situa Morris em seu contexto político, estético e literário sem comprometer a fruição narrativa.
Morris organiza seus 31 capítulos em torno de três tensões que inauguram o modelo narrativo da fantasia heroica:
Comunidade × Império — a Marca dos Wolfings, com suas assembleias populares (Things), suas Casas totêmicas e suas decisões tomadas em conselho, é o inverso exato da Roma que a invade. Morris, socialista convicto, não escreveu uma aventura medieval neutra: escreveu uma tese sobre o que acontece quando uma civilização de vínculos enfrenta uma civilização de comando. Roma é a Cidade sem Parentela — a metáfora do capitalismo industrial vitoriano que Morris combatia em seus panfletos.
Proteção individual × Função coletiva — no centro do romance está a Cota-Forjada-Pelos-Anões: um hauberk que promete invulnerabilidade, mas que dissolve a capacidade de liderança de Thiodolf cada vez que o veste. O artefato que salva o indivíduo destrói sua capacidade de servir à comunidade — um espelho moral que antecipa em décadas o Um Anel de Tolkien. A Sol-da-Floresta roubou a cota dos anões num gesto de amor transgressor; a Sol-do-Salão é quem confronta a mãe, expõe a maldição e exige que o pai decida.
Prosa × Verso — A Casa dos Wolfings não é um romance com poemas decorativos no meio. É uma narrativa em que a alternância entre prosa e verso funciona como mudança de registro cerimonial. A prosa narra; o verso ritualiza. Quando uma assembleia se reúne, quando uma profecia é pronunciada, quando um lamento fúnebre se ergue — o texto muda de corpo. Oscar Wilde, na sua resenha para o Pall Mall Gazette (1889), descreveu o efeito como o de uma cante-fable medieval: “artesanato de arte pura, do começo ao fim.”
O resultado é uma leitura em dois níveis: narrativa épica de alto impacto e meditação política sobre o que é estar disposto a perder tudo para que um modo de vida sobreviva.
Se você já se perdeu em Mirkwood, admirou os salões de Edoras, sentiu o peso de um anel que corrompe quem o porta ou seguiu um herói que renuncia ao poder em nome de algo maior — você já respirou William Morris sem saber.
A Casa dos Wolfings não é um livro que se lê em modo automático. Ele pede contexto, vocabulário, familiaridade com a cultura germânica. A edição da Scriptoriando foi pensada para oferecer essa mediação sem domesticar a obra.
“Ora, o nome dessa Casa era os Wolfings, e um lobo era o emblema de seus estandartes; seus guerreiros traziam gravada no peito a imagem do Lobo, para que se soubesse quem eram, caso tombassem em batalha e fossem despidos.” — Com esta imagem de identidade tribal que sobrevive à própria morte, Morris inaugura a fantasia em que o coletivo importa mais que o herói. A Casa dos Wolfings está quase à porta — e quando voltar a cantar, vai cantar em português.
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