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A História da Planície Reluzente

por William Morris

'É a Terra? É a Terra?' — o grito dos buscadores ecoa por esta narrativa de 1891, a obra que inventou a Alta Fantasia antes de Tolkien sequer nascer. Um herói recusa a imortalidade para merecer a vida. A edição brasileira definitiva.

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Preço A partir de R$ 89,90
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Publicado setembro de 2025
Páginas 300
ISBN 9786583290052

Sinopse editorial

Publicada em 1891, A História da Planície Reluzente é amplamente reconhecida como a primeira obra de Alta Fantasia moderna — a narrativa que estabeleceu o modelo de mundo secundário coeso antes de Tolkien, Lewis ou qualquer nome que você associe ao gênero. William Morris, artista, designer, tradutor de sagas islandesas e fundador da célebre Kelmscott Press, construiu uma jornada que cruza mares proibidos e terras esquecidas: Hallblithe, jovem guerreiro do Clã dos Corvos, parte em busca desesperada de sua noiva raptada e alcança a Planície Reluzente, um paraíso onde a velhice e a morte não existem. Mas o que parece utopia se revela a armadilha definitiva: uma eternidade sem luta, perda ou sentido. A edição brasileira da Scriptoriando está disponível em quatro versões — Kelmscot (edição anterior), Classic Edition, Dark Edition e Essential Edition —, cada uma com proposta visual e de acabamento própria, preservando o aparato contextual, as notas editoriais e a prosa arcaica original que fez Tolkien confessar sua dívida literária com Morris.

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Kelmscott Edition

Kelmscott Edition

Versão capa dura colorida 14x21, com diagramação reproduzindo a edição histórica da Kelmscott Press.

  • ISBN: 9786583290038
  • Capa dura
  • Miolo colorido
  • Formato 14x21
  • Diagramação inspirada na Kelmscott
Investimento R$ 179,90
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Classic Edition

Classic Edition

Versão capa dura colorida 16x23, com visual clássico em vermelho e dourado.

  • ISBN: 9786583290052
  • Capa dura
  • Miolo colorido
  • Formato 16x23
  • Paleta vermelho e dourado
Investimento R$ 129,90
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Dark Edition

Dark Edition

Versão capa dura colorida 16x23, com identidade visual dark em preto e dourado.

  • ISBN: 9786583290069
  • Capa dura
  • Miolo colorido
  • Formato 16x23
  • Paleta preta e dourada
Investimento R$ 129,90
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Essential Edition

Essential Edition

Versão capa dura 16x23 em preto e branco, mantendo o conteúdo integral em formato econômico.

  • ISBN: 9786583290076
  • Capa dura
  • Preto e branco
  • Formato 16x23
  • Versão de entrada
Investimento R$ 89,90
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A História da Planície Reluzente

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“Edição esplendorosa. Um deleite para os sentidos. História 100%, autor, mesmo que então ainda desconhecido para mim, se revelou 100% na narrativa, arte 100%. Super recomendo.”
Leitor Amazon Compra verificada
Leitor Amazon ★★★★★

A belíssima edição preserva o aspecto artístico do livro, como idealizado pelo movimento Arts and Crafts: papel envelhecido, fontes góticas, ilustrações de Walter Crane. O enredo é rico no imaginário das lendas cavaleirescas e dos trovadores medievais. Essa edição eleva o livro a uma bela obra de arte.

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“Três buscadores — o velho, o triste e o muito velho — vagam pelo deserto de pedra há anos, sem saber se o paraíso que buscam sequer existe. Este refrão percorre toda a narrativa como um mantra desesperado que Morris plantou em 1891.”

Capítulos XVII–XVIII

Roteiro de leitura

Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.

Etapa 1

Cleveland à Beira-Mar

Hallblithe, guerreiro do Clã dos Corvos, vive entre regras de honra e lealdade tribal — até que saqueadores raptam a Hostage, sua noiva prometida, e o mar se torna o único caminho.

Etapa 2

O Frágil Raposa e a Ilha do Resgate

A travessia apresenta o Frágil Raposa — trickster, feiticeiro e mentiroso profissional — e a Ilha do Resgate, onde a Hostage deveria estar mas nunca esteve. A busca se complica.

Etapa 3

A Planície Reluzente e o Rei Imortal

A chegada ao paraíso: prados eternos, mulheres livres de dor. Mas o Rei oferece uma eternidade sem lança, sem luta e sem propósito — a armadilha mais elegante da proto-fantasia.

Etapa 4

A travessia das montanhas e o retorno

Hallblithe escapa pelas montanhas, quase morre de fome, encontra os três buscadores perdidos, e retorna a Cleveland com a Hostage — fechando o arco mais potente da Alta Fantasia nascente.

Percurso editorial deste volume

Esta edição brasileira inaugura a linha Clássicos da Fantasia da Scriptoriando. O projeto reúne tradução integral, prefácio acadêmico de mais de 200 linhas sobre a vida e obra de William Morris, e projeto gráfico em quatro versões distintas:

  • A primeira obra de Alta Fantasia moderna: publicada em 1891, The Story of the Glittering Plain é o primeiro romance a construir um “mundo secundário” coeso — com clãs nomeados (Corvos, Rosas, Águias-do-Mar), geografia própria (a Ilha do Resgate, a Planície Reluzente, as montanhas de pedra) e leis morais internas — sem depender de alegoria religiosa ou sátira política.
  • Tradução e curadoria: tradução integral de Christian Carnsen, que preserva a prosa deliberadamente arcaica de Morris com fidelidade rara. O aparato inclui notas sobre as fontes nórdicas (Völsunga Saga, Eddas), celtas (Mag Mell) e pré-rafaelitas que alimentam a narrativa.
  • Quatro edições temáticas: Kelmscot (edição anterior de colecionador), Classic (homenagem à Kelmscott Press), Dark (acabamento sombrio) e Essential (experiência completa com melhor custo-benefício).

Pequena análise literária (sem spoilers)

Morris organiza seus 22 capítulos em torno de três tensões que definiram o gênero para sempre:

  1. Aventura x Significado — a jornada de Hallblithe não é apenas resgate: é uma investigação sobre o que torna a vida humana válida quando a alternativa é a imortalidade. Quando o rejuvenescido Águia-do-Mar acusa Hallblithe de teimosia, a resposta do herói é um dos discursos mais poderosos da proto-fantasia: “Onde agora estarão as costas estrangeiras diante de ti, e o desembarque para a fama? A lança caiu de tua mão?”
  2. Paraíso x Prisão — a Planície é descrita como terra de beleza eterna: prados floridos, donzelas sem idade, riachos cristalinos. Mas Morris subverte o mito do paraíso com uma clareza assustadora — o Rei Imortal proíbe até que se pronuncie a palavra “imortal”, e nenhum habitante consegue lembrar quem era antes de chegar. A juventude eterna é amnésia compulsória.
  3. Arcaísmo x Modernidade — a prosa deliberadamente medieval de Morris (“Filho do Corvo, tuas palavras são bonitas e viris; mas elas de nada servem nesta terra”) cria uma textura narrativa que antecipa o tom épico de Tolkien e funciona como máquina do tempo literária.

O resultado é uma leitura em dois níveis: aventura fantástica de alto impacto e meditação filosófica sobre mortalidade, desejo e o peso de escolher uma vida imperfeita.

Os arcos narrativos da obra

  • Hallblithe e o Clã dos Corvos — o herói vive em Cleveland à Beira-Mar, entre guerreiros tribais cujas regras de honra ecoam as sagas islandesas que Morris traduziu. O Corvo não é só brasão: quando Hallblithe agoniza nas montanhas, dois corvos reais aparecem e o guiam pela caverna — a linhagem é destino.
  • O rapto da Hostage — a noiva prometida é levada além do mar por figuras que Hallblithe descreve como “não homens, não inimigos, não amigos”. A busca que se inicia transforma o romance em odisseia e em armadilha.
  • O Frágil Raposa — o trickster mais fascinante da proto-fantasia: feiticeiro capaz de mudar de aparência, mentiroso confesso, serviu os saqueadores e depois se torna irmão de armas jurado de Hallblithe. Sua última fala no livro é uma obra-prima de humor e dignidade: “Todos os meus feitos, bons ou maus, tenho-os realizado em benefício de outros.”
  • A Planície Reluzente e o Rei Imortal — o clímax filosófico: chegada ao paraíso da juventude eterna, onde Morris questiona se uma existência sem morte é vida ou apenas sobrevivência ornamental. O Rei sorri “como uma tarde de maio nos jardins mais felizes” — e seu sorriso é a arma mais perigosa do livro.
  • A Escolha e os Buscadores — Hallblithe rejeita a eternidade e escapa pelas montanhas, quase morrendo de fome. No deserto de pedra, encontra três homens que buscam a Planície há anos, repetindo o refrão que ecoa por todo o romance: “É a Terra? É a Terra?” — O velho, o triste e o muito velho são o espelho invertido de Hallblithe: um busca o que o outro rejeita.

O Arquiteto Invisível da Alta Fantasia

Se você já se perdeu em florestas encantadas, cruzou mares brumosos em busca de terras esquecidas ou se emocionou com heróis que rejeitam o poder em nome de algo maior — você já leu William Morris sem saber.

  • A invenção do “mundo secundário”: Antes de Morris, nenhum autor havia construído um universo ficcional inteiro com povo, clãs, geografia e leis morais próprias sem precisar de alegoria. Tolkien reconheceu essa dívida em 1960, citando que os Pântanos Mortos e as bordas do Morannon deviam algo diretamente à prosa de Morris. Lendo A Planície Reluzente, essa dívida se torna óbvia — os clãs (Corvos, Rosas, Águias) operam exatamente como as linhagens de Rohan e Gondor.
  • O Protótipo das “Terras Imortais”: A Planície Reluzente é o ancestral literário direto de Valinor — um paraíso que existe, mas que não foi feito para mortais. A cena em que Hallblithe pisa na terra eterna e sente que seu propósito se dissolve prefigura Frodo partindo para o Oeste. O conceito de que a imortalidade pode ser um dom envenenado nasceu aqui, em 1891.
  • A Kelmscott Press e o livro como arte total: Morris não se limitou a escrever fantasia — ele redesenhou o próprio conceito de livro. A edição de 1894 pela Kelmscott Press, com iluminuras de Walter Crane, tipografia desenhada à mão e capas que são obras de arte, inaugurou a tradição de que livros de fantasia devem ser objetos belos. O prefácio desta edição brasileira detalha essa história em mais de 200 linhas, conectando o movimento Arts and Crafts, o Pré-Rafaelismo e o socialismo utópico de Morris em um arco biográfico fascinante.
  • Morris, tradutor e estudioso das sagas: Morris não inventou a fantasia do nada — ele a extraiu das sagas islandesas que traduziu diretamente do nórdico antigo (Völsunga Saga, Grettis Saga) e dos mitos celtas sobre Mag Mell, a “planície da alegria” onde a morte não existe. A prosa arcaica não é afetação: é o tom natural de quem pensava em Old Norse enquanto escrevia em inglês.

Para quem este volume é ideal

  • Fãs de Alta Fantasia que querem a raiz: para quem leu Tolkien, Lewis e Le Guin e quer retornar à fonte que criou a matriz narrativa — os clãs, os mundos secundários, as jornadas de ida e volta, tudo começa aqui.
  • Quem busca fantasia com profundidade: Morris não escreveu aventura vazia. Ele escreveu sobre o sentido da vida mortal frente à tentação da eternidade — e fez isso com uma coragem que autores contemporâneos raramente alcançam.
  • Colecionadores de edições temáticas: quatro versões visuais e táteis distintas — da Kelmscot (referência de colecionador) à Essential (acessibilidade sem perder conteúdo).
  • Estudiosos de literatura: tradução integral com prefácio acadêmico que conecta Pré-Rafaelismo, Arts and Crafts, socialismo utópico e as sagas nórdicas em um arco biográfico raro em edições brasileiras.

Uma Edição à Altura da Kelmscott Press

Este volume foi concebido para honrar o legado visual de William Morris — artista, designer, socialista e fundador de uma das mais célebres impressoras artesanais da história.

  • Projeto gráfico evocativo: a Classic Edition dialoga com a tradição ornamental de Kelmscott; a Dark Edition traduz a mesma reverência em estética sombria e contemporânea; a Essential oferece o conteúdo integral com proposta visual mais acessível.
  • Prefácio acadêmico expandido: mais de 200 linhas sobre a vida de Morris, desde sua infância em Walthamstow até os últimos anos na Kelmscott Press, passando pelo Pré-Rafaelismo, a Liga Socialista e as traduções das sagas nórdicas — um ensaio que fundamenta a obra em seu contexto sem comprometer a fruição narrativa.
  • Valor duradouro de acervo: quatro edições pensadas para perfis diferentes — cada uma um objeto editorial com proposta e público distintos.

Relevância literária e editorial desta edição

  • Para estudiosos e leitores dedicados: texto integral da primeira obra de Alta Fantasia moderna, com aparato que permite estudo das influências nórdicas, celtas e pré-rafaelitas.
  • Para interessados em história da fantasia: conecta diretamente a jornada de Hallblithe — e do Frágil Raposa, e dos Buscadores — à gênese de Tolkien, Lewis e toda a tradição que veio depois.
  • Para o leitor contemporâneo: a narrativa que inventou o gênero mais consumido do entretenimento atual, provando que a fantasia nasceu como literatura séria, filosófica e profundamente humana.

“Belo é o mundo, no outono que se esvai, / E o sol preguiçoso tarda em seu leito…” — Com este poema embutido na narrativa, Morris nos lembra que toda boa fantasia é, no fundo, um canto de amor à vida mortal. Mergulhe na Planície Reluzente: a terra que inventou a fantasia.

Características do Livro

  • Coleção/Série: Clássicos da Fantasia
  • Edições disponíveis: Kelmscot Edition • Classic Edition • Dark Edition • Essential Edition
  • Tradutor: Christian Carnsen
  • Ano da edição: 2025

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