Trilha de Alexiada
Volume IUma ambientação épica e cortesã para acompanhar a narrativa de Ana Comnena sobre Bizâncio, política e memória imperial.
por Ana Comnena
O único relato da Primeira Cruzada escrito de dentro dos muros de Constantinopla. Forjado no exílio por Ana Comnena — a primeira grande historiadora da tradição ocidental —, A Alexíada é a defesa monumental de um pai imperador, o retrato mais íntimo do Império Bizantino e a vingança intelectual de uma princesa que o poder não conseguiu silenciar.
Escrita no século XII por Ana Comnena — princesa porfirogenita, médica, conspiradora fracassada e a primeira grande historiadora da tradição ocidental —, A Alexíada é o relato monumental do reinado do imperador Aleixo I Comneno. Do exílio no Mosteiro de Cecaritomena, Ana transformou sua derrota política em obra literária: 15 livros que cobrem a ascensão dos Comnenos, as guerras contra normandos e turcos, o julgamento de heresias e o encontro sísmico com a Primeira Cruzada, narrado pela única voz que escrevia de dentro dos muros de Constantinopla. 580 páginas de erudição, intriga e prosa aticista — com introdução histórica e epílogo da edição Scriptoriando.
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A perspectiva ímpar de Constantinopla em edição brochura de 580 páginas.
Nova edição em capa dura com projeto gráfico premium, miolo colorido e aparato editorial expandido — lançamento previsto para 2026.
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Uma ambientação épica e cortesã para acompanhar a narrativa de Ana Comnena sobre Bizâncio, política e memória imperial.
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“Ler Ana Comnena sentindo o desdenho e o terror cultural através do olhar refinado de Bizâncio reescreveu como entendo por completo todo o peso dos Cavaleiros ocidentais...”
Excelente edição! Carrega consigo o espírito literário do medievo. Todo estudante de história - ou até mesmo amantes da Idade Média - deve tê-lo em sua estante!
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“'Sou Anna, a filha de dois personagens reais, Alexius e Irene, nascida e criada na nobreza. Não sou ignorante em letras, pois levei meus estudos de grego ao máximo. Li cuidadosamente as obras de Aristóteles e os diálogos de Platão, enriquecendo minha mente com uma vasta formação.' — Esta é a mulher que abre a Alexíada: uma princesa que fala de si em terceira pessoa, cita Homero, e se apresenta como juíza de impérios.”
Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.
Livros I–III
A revolta dos Comnenos contra o imperador Botaniates, as alianças com os Ducas, e a tomada de Constantinopla por um jovem general que chegou ao trono num império cercado por todos os lados — normandos a oeste, turcos a leste, cumanos ao norte.
Livros IV–IX
O duelo mortal com Roberto Guiscardo na Itália do Sul, o julgamento do herege John Italus, a guerra contra os citas no Danúbio, e as conspirações internas que ameaçavam o trono — tudo narrado com o rigor de quem administrava um hospital de 10 mil pacientes e estudava Aristóteles entre batalhas.
Livros X–XI
O relato mais importante da Alexíada: a chegada das hostes cruzadas pelos olhos bizantinos. Boemundo, Godofredo de Bouillon e os 'celtas' são retratados com admiração relutante e desconfiança profunda — corajosos mas impulsivos, piedosos mas gananciosos, aliados que talvez fossem invasores.
Livros XII–XV
A diplomacia brilhante que neutralizou Boemundo em Devol, as últimas campanhas contra os turcos, a gota que confinava o imperador ao leito enquanto os bárbaros zombavam, e a morte de Aleixo em 1118 — descrita por Ana com precisão médica e devastação filial.
A Alexíada chega ao leitor brasileiro na linha Tesouros Literários de Outrora da Scriptoriando — a mesma coleção que publicou textos fundamentais que o mundo ocidental não pode se dar ao luxo de ignorar. Este projeto reúne tradução integral de Leonardo Carneiro, introdução histórica detalhada sobre Ana Comnena e o Império Bizantino, e um epílogo analítico que se tornou uma das peças mais marcantes da edição.
A Alexíada se organiza em torno de três eixos que a tornam única na literatura medieval:
Testemunho x Defesa — Ana não esconde que escreve para salvar a memória do pai. Mas sua honestidade sobre esse viés é, paradoxalmente, o que torna a Alexíada mais confiável que crônicas supostamente neutras. Ela avisa: “Aqueles que se arriscam a ‘desempenhar o papel’ de historiador devem silenciar suas preferências pessoais e, muitas vezes, atribuir os maiores elogios a seus inimigos quando suas ações assim o exigirem.” E cumpre — Boemundo, o inimigo normando, é retratado com admiração relutante; as fraquezas de Aleixo não são omitidas.
Oriente x Ocidente — o choque cultural entre Bizâncio e os cruzados é o coração político da obra. Para Ana, os “celtas” (francos) são corajosos mas impulsivos, piedosos mas gananciosos, imensos em número mas incapazes de conter ambições individuais. A Primeira Cruzada, narrada pelos Livros X e XI, é o relato de um império sofisticado tentando sobreviver à “ajuda” de aliados que talvez quisessem o trono mais do que o Santo Sepulcro.
Poder x Exílio — a Alexíada é ao mesmo tempo história imperial e autobiografia cifrada. Ana escreveu no mosteiro onde foi confinada após tentar usurpar o trono do irmão João II. Cada elogio ao pai é uma acusação implícita ao irmão que herdou o poder que, na visão dela, lhe pertencia por direito. A caneta é o último trono — e o único que durou.
Ana Comnena não é curiosidade historiográfica — é uma das poucas vozes femininas da Antiguidade e do Medievo cujo texto integral sobreviveu, e que escreveu não memórias autobiográficas, mas história militar e política de escopo imperial.
“O tempo, em sua corrente irresistível e incessante, leva consigo todas as coisas criadas e as afunda nas profundezas da obscuridade. No entanto, o registro da história se torna uma poderosa fortaleza contra o fluxo do tempo.” — Com estas palavras, Ana Comnena abre a Alexíada e faz a promessa mais ambiciosa da literatura medieval: que a escrita vence o tempo. Mil anos depois, a promessa foi cumprida. Cruze os portões de Constantinopla.
Baixe a grandiosa Introdução Histórica e adentre o nascimento literário, rebeliões familiares mortais e a educação implacável que forjou a brilhante princesa.