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A Alexíada

por Ana Comnena

Leia Ana Comnena no relato bizantino que revela a Primeira Cruzada por dentro de Constantinopla.

O único relato da Primeira Cruzada escrito de dentro dos muros de Constantinopla. Forjado no exílio por Ana Comnena — a primeira grande historiadora da tradição ocidental —, A Alexíada é a defesa monumental de um pai imperador, o retrato mais íntimo do Império Bizantino e a vingança intelectual de uma princesa que o poder não conseguiu silenciar.

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Publicado maio de 2023
Páginas 580
ISBN 9786500851359

Por que este livro importa

Escrita no século XII por Ana Comnena — princesa porfirogenita, médica, conspiradora fracassada e a primeira grande historiadora da tradição ocidental —, A Alexíada é o relato monumental do reinado do imperador Aleixo I Comneno. Do exílio no Mosteiro de Cecaritomena, Ana transformou sua derrota política em obra literária: 15 livros que cobrem a ascensão dos Comnenos, as guerras contra normandos e turcos, o julgamento de heresias e o encontro sísmico com a Primeira Cruzada, narrado pela única voz que escrevia de dentro dos muros de Constantinopla. 580 páginas de erudição, intriga e prosa aticista — com introdução histórica e epílogo da edição Scriptoriando.

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A perspectiva ímpar de Constantinopla em edição brochura de 580 páginas.

  • ISBN 978-6500851359
  • Brochura
  • 580 páginas
  • Tradução integral
Preço R$ 89,90
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A Alexíada

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Trilha Sonora Oficial

Trilha de Alexiada

Volume I

Uma ambientação épica e cortesã para acompanhar a narrativa de Ana Comnena sobre Bizâncio, política e memória imperial.

🟢 4 faixas grátis 37 faixas no total

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“Ler Ana Comnena sentindo o desdenho e o terror cultural através do olhar refinado de Bizâncio reescreveu como entendo por completo todo o peso dos Cavaleiros ocidentais...”
Destaque editorial Nota da edição
Destaque editorial ★★★★★

Excelente edição! Carrega consigo o espírito literário do medievo. Todo estudante de história - ou até mesmo amantes da Idade Média - deve tê-lo em sua estante!

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“'Sou Anna, a filha de dois personagens reais, Alexius e Irene, nascida e criada na nobreza. Não sou ignorante em letras, pois levei meus estudos de grego ao máximo. Li cuidadosamente as obras de Aristóteles e os diálogos de Platão, enriquecendo minha mente com uma vasta formação.' — Esta é a mulher que abre a Alexíada: uma princesa que fala de si em terceira pessoa, cita Homero, e se apresenta como juíza de impérios.”

Prefácio — A Alexíada

Roteiro de leitura

Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.

Livros I–III

A Juventude e a Ascensão de Aleixo

A revolta dos Comnenos contra o imperador Botaniates, as alianças com os Ducas, e a tomada de Constantinopla por um jovem general que chegou ao trono num império cercado por todos os lados — normandos a oeste, turcos a leste, cumanos ao norte.

Livros IV–IX

Guerras Normandas, Heresias, Citas

O duelo mortal com Roberto Guiscardo na Itália do Sul, o julgamento do herege John Italus, a guerra contra os citas no Danúbio, e as conspirações internas que ameaçavam o trono — tudo narrado com o rigor de quem administrava um hospital de 10 mil pacientes e estudava Aristóteles entre batalhas.

Livros X–XI

A Primeira Cruzada vista de Constantinopla

O relato mais importante da Alexíada: a chegada das hostes cruzadas pelos olhos bizantinos. Boemundo, Godofredo de Bouillon e os 'celtas' são retratados com admiração relutante e desconfiança profunda — corajosos mas impulsivos, piedosos mas gananciosos, aliados que talvez fossem invasores.

Livros XII–XV

O Tratado de Devol e a Morte de Aleixo

A diplomacia brilhante que neutralizou Boemundo em Devol, as últimas campanhas contra os turcos, a gota que confinava o imperador ao leito enquanto os bárbaros zombavam, e a morte de Aleixo em 1118 — descrita por Ana com precisão médica e devastação filial.

Percurso editorial deste volume

A Alexíada chega ao leitor brasileiro na linha Tesouros Literários de Outrora da Scriptoriando — a mesma coleção que publicou textos fundamentais que o mundo ocidental não pode se dar ao luxo de ignorar. Este projeto reúne tradução integral de Leonardo Carneiro, introdução histórica detalhada sobre Ana Comnena e o Império Bizantino, e um epílogo analítico que se tornou uma das peças mais marcantes da edição.

  • A voz que faltava nas Cruzadas: a historiografia da Primeira Cruzada é dominada por cronistas latinos — Fulquério de Chartres, Raimundo de Aguilers, a Gesta Francorum. A Alexíada é o único relato de escopo equivalente escrito do lado bizantino, por alguém que estava no palácio quando os cruzados chegaram. Sem ela, a história da Cruzada é um retrato de perfil — falta a metade do rosto.
  • Tradução e curadoria: tradução integral em prosa moderna que preserva a dignidade retórica de Ana sem torná-la inacessível. A introdução histórica cobre a biografia de Ana — nascimento na Câmara de Pórfiro, educação em Aristóteles e Platão, gestão de um hospital com 10 mil pacientes, conspiração contra o irmão, exílio — e o contexto político que fez da Alexíada uma necessidade vital, não um exercício literário.
  • Epílogo: a seção final, “A Pergunta que Permanece”, acompanha o destino do texto — do exílio de Ana ao saque de Constantinopla em 1204, da queda de 1453 aos manuscritos que sobreviveram nos mosteiros — e culmina na pergunta que não tem resposta: quem foi salvo pela Alexíada? O pai, a filha, Roma, ou nós?

Análise literária e historiográfica

A Alexíada se organiza em torno de três eixos que a tornam única na literatura medieval:

  1. Testemunho x Defesa — Ana não esconde que escreve para salvar a memória do pai. Mas sua honestidade sobre esse viés é, paradoxalmente, o que torna a Alexíada mais confiável que crônicas supostamente neutras. Ela avisa: “Aqueles que se arriscam a ‘desempenhar o papel’ de historiador devem silenciar suas preferências pessoais e, muitas vezes, atribuir os maiores elogios a seus inimigos quando suas ações assim o exigirem.” E cumpre — Boemundo, o inimigo normando, é retratado com admiração relutante; as fraquezas de Aleixo não são omitidas.

  2. Oriente x Ocidente — o choque cultural entre Bizâncio e os cruzados é o coração político da obra. Para Ana, os “celtas” (francos) são corajosos mas impulsivos, piedosos mas gananciosos, imensos em número mas incapazes de conter ambições individuais. A Primeira Cruzada, narrada pelos Livros X e XI, é o relato de um império sofisticado tentando sobreviver à “ajuda” de aliados que talvez quisessem o trono mais do que o Santo Sepulcro.

  3. Poder x Exílio — a Alexíada é ao mesmo tempo história imperial e autobiografia cifrada. Ana escreveu no mosteiro onde foi confinada após tentar usurpar o trono do irmão João II. Cada elogio ao pai é uma acusação implícita ao irmão que herdou o poder que, na visão dela, lhe pertencia por direito. A caneta é o último trono — e o único que durou.

Os arcos narrativos da obra

  • A Ascensão dos Comnenos (Livros I–III) — Aleixo é apresentado como jovem general brilhante num império cercado: normandos a oeste, turcos a leste, cumanos ao norte. A revolução contra Nicéforo III Botaniates é narrada com detalhes militares e políticos — as alianças com a família Ducas, a marcha sobre Constantinopla, e a coroação de um imperador que herdou ruínas e as transformou em defesa.
  • Roberto Guiscardo e os Normandos (Livros IV–VI) — o duelo com o normando mais perigoso da época: Roberto Guiscardo, que quase tomou o próprio Império. As batalhas na Itália do Sul e na Grécia são descritas com precisão tática que revela a formação militar da própria Ana, que cresceu ouvindo relatórios de campo.
  • Heresias, Citas e Conspirações (Livros V, VII–IX) — o julgamento de John Italus por heresia, a guerra contra os citas no Danúbio, e as conspirações internas contra o trono — incluindo a tentada por Maria de Alânia, antiga sogra de Ana. Bizâncio não era apenas cercada por fora; se corroía por dentro.
  • A Primeira Cruzada (Livros X–XI) — o eixo central: a chegada de centenas de milhares de guerreiros ocidentais que marchavam “sob o estandarte da cruz”, mas cujas intenções oscilavam entre a piedade e a pilhagem. Boemundo de Tarento, Godofredo de Bouillon, Raimundo de Toulouse — todos recebem retratos individuais da pena de Ana. A tensão entre aliança e ameaça permeia cada página.
  • Devol e a Morte (Livros XII–XV) — o Tratado de Devol, obra-prima diplomática de Aleixo que neutralizou Boemundo, as últimas campanhas contra os turcos, e a morte do imperador em 1118, descrita com precisão médica (Ana era especialista em gota) e devastação filial. O filho João toma o anel do pai durante um abraço “como se estivesse de luto” — o golpe que selou o destino de Ana.

A Primeira Historiadora do Ocidente

Ana Comnena não é curiosidade historiográfica — é uma das poucas vozes femininas da Antiguidade e do Medievo cujo texto integral sobreviveu, e que escreveu não memórias autobiográficas, mas história militar e política de escopo imperial.

  • Porfirogenita — nascida na Câmara Especial de Pórfiro do Grande Palácio de Constantinopla, a sala reservada para filhos de imperadores reinantes. Sua mãe, segundo a Alexíada, pediu-lhe que esperasse o retorno do pai da guerra para nascer. “E, como uma filha obediente, Anna teria aguardado” — a primeira frase da biografia já é lenda.
  • Médica e administradora — Aleixo confiou-lhe a gestão de um hospital e orfanato com capacidade para 10 mil pacientes. Ana não apenas administrava — ensinava medicina, especializou-se em gota e cuidou pessoalmente do pai em sua última enfermidade. A descrição da morte de Aleixo mistura diagnóstico clínico e lamento filial.
  • Conspiradora fracassada — após a morte de Aleixo em 1118, Ana e sua mãe Irene planejaram usurpar o trono de João II Comneno. Nicéforo Briênio, marido de Ana, recusou-se a participar. O golpe fracassou. João exilou a irmã para o Mosteiro de Cecaritomena. Ali, Ana encontrou o único poder que ninguém poderia tirar.
  • A escrita como trono — a Alexíada foi escrita no exílio, com acesso às bibliotecas imperiais que “apenas a Coroa controlava”. Ana transformou sua derrota em monumento: “O registro da história se torna uma poderosa fortaleza contra o fluxo do tempo.” Aleixo sobreviveu — mais do que João II, que reinou de verdade e hoje é nota de rodapé.

Para quem este volume é ideal

  • Para quem conhece as Cruzadas pela versão ocidental: a Alexíada reescreve a Primeira Cruzada de dentro dos muros. Depois dela, é impossível ler Fulquério de Chartres ou a Gesta Francorum sem ouvir a voz que faltava.
  • Para leitores de intrigas de poder: a conspiração de Ana contra o irmão, o golpe falhado, o exílio, a vingança pela caneta — a biografia da autora é tão fascinante quanto os 15 livros que ela escreveu.
  • Para estudiosos de Bizâncio e da Idade Média: 580 páginas de fonte primária com introdução e epílogo que contextualizam cada livro — da ascensão de Aleixo I até a queda de Constantinopla em 1453 e a sobrevivência do manuscrito.
  • Para quem busca vozes femininas antes da modernidade: Ana Comnena escreveu história militar e política no século XII com o mesmo rigor e escopo de Tucídides — e deixou claro que sabia.

Uma Edição à Altura do Império

  • Introdução histórica: biografia completa de Ana Comnena — nascimento na púrpura, educação, casamento com Nicéforo Briênio, administração do hospital, conspiração, exílio — e o contexto que explica por que a Alexíada foi escrita: não como exercício literário, mas como ato de sobrevivência.
  • Tradução integral: 15 livros completos em prosa moderna que preserva a dignidade retórica e a prosa “aticista” de Ana sem torná-la inacessível. Tradução de Leonardo Carneiro.
  • Epílogo — “A Pergunta que Permanece”: ensaio que acompanha o destino da Alexíada do exílio de Ana ao saque de 1204, da queda de 1453 aos manuscritos que sobreviveram nos mosteiros — culminando na pergunta: quem foi salvo pelo texto? O pai, a filha, o ideal de Roma, ou nós?
  • Edição capa dura (2026): nova edição com projeto gráfico premium, miolo colorido e aparato editorial expandido — em produção.

Relevância literária e editorial desta edição

  • Para historiadores e pesquisadores: a fonte primária mais completa do reinado de Aleixo I e da Primeira Cruzada vista pelo lado bizantino, com aparato que permite análise historiográfica, retórica e de gênero.
  • Para interessados em história das mulheres: Ana Comnena é uma das poucas autoras pré-modernas cujo texto completo chegou até nós — e que escreveu num gênero (historiografia militar) dominado exclusivamente por homens.
  • Para o leitor contemporâneo: a obra que demonstra que a história não é feita apenas pelos vencedores — às vezes é feita por uma princesa exilada que decidiu que a caneta era o único trono que importava.

“O tempo, em sua corrente irresistível e incessante, leva consigo todas as coisas criadas e as afunda nas profundezas da obscuridade. No entanto, o registro da história se torna uma poderosa fortaleza contra o fluxo do tempo.” — Com estas palavras, Ana Comnena abre a Alexíada e faz a promessa mais ambiciosa da literatura medieval: que a escrita vence o tempo. Mil anos depois, a promessa foi cumprida. Cruze os portões de Constantinopla.

Características do Livro

  • Coleção: Tesouros Literários de Outrora
  • Título original: Alexiad / Ἀλεξιάς
  • Tradução: Leonardo Carneiro
  • Revisão: Bárbara Parente
  • Edição Executiva: Scriptoriando
  • Ano edição: 2023 (brochura) · 2026 (capa dura)

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