“As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur – Tomo II é um presente para os amantes da literatura medieval. A tradução, conduzida com extrema sensibilidade e precisão, mantém o tom poético e a elegância do original. O livro oferece a experiência definitiva de obras como Érec e Énide, Cligés, O Cavaleiro da Carreta, O Cavaleiro do Leão e O Conto do Graal, permitindo ao público brasileiro acessar, em um único volume, o legado imortal de Chrétien. A edição mantém a qualidade impecável do primeiro tomo: capa dura, papel de alta gramatura e uma apresentação visual que faz jus à grandiosidade da obra. Indispensável para estudiosos, entusiastas e qualquer um que deseje mergulhar na fonte das grandes histórias de cavalaria.”
As Crônicas Ancestrais Do Rei Arthur - Tomo II
por Chrétien de Troyes
Por volta de 1170, na corte de Champagne, Chrétien de Troyes abriu seu primeiro romance com uma declaração de princípio: 'O provérbio do rústico diz que muitas coisas são desprezadas, mas valem muito mais do que se supõe. Assim, Chrétien de Troyes sustenta que sempre se deve estudar e esforçar-se para falar bem e ensinar o correto.' E então escreveu cinco romances que transformaram o dux bellorum de Nennius e o monarca de Geoffrey em algo inteiramente novo: cavaleiros falhos movidos por amor — Erec que abandona as armas pela esposa, Lancelot que salta na carreta dos condenados pela rainha, Perceval que cala diante do Graal. Este volume reúne os cinco romances completos em 640 páginas de capa dura com miolo colorido, precedidos por ensaio biográfico de 35 páginas e prefácio crítico.
Sinopse editorial
Segundo tomo da coleção As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur, este volume reúne os cinco romances arthurianos de Chrétien de Troyes — poeta da corte de Champagne que, entre 1170 e 1181, inventou a literatura arturiana como a conhecemos. Em 640 páginas com capa dura e miolo colorido, a edição apresenta: Erec e Enide (c. 1170), onde o melhor cavaleiro da Távola Redonda abandona as armas por amor à esposa e ouve dela a acusação que despedaça tudo — 'Ai de mim, que tristeza eu ter deixado meu país! O que vim buscar aqui?'; Cligés (c. 1176), no qual Fenice recusa ser como Isolda — 'Quem possui meu coração terá também meu corpo e afastará todos os outros pretendentes' — e Thessala prepara a poção que engana o imperador; Yvain, o Cavaleiro do Leão (c. 1178), em que o herói enlouquece na floresta, resgata um leão de uma serpente de fogo e ganha um companheiro que quase se mata de dor quando pensa que seu mestre morreu; Lancelot, o Cavaleiro da Carreta (c. 1178), onde o cavaleiro hesita dois passos antes de saltar na carreta dos condenados por amor a Guinevere — 'A razão o aconselhava a não fazer nada que pudesse trazer vergonha. O amor, no entanto, residia firmemente em seu coração' — e depois atravessa a Ponte da Espada com mãos e pés nus; e Perceval, o Conto do Graal (c. 1181), narrativa inacabada na qual um jovem galês confunde cavaleiros com anjos, contempla três gotas de sangue na neve que lhe lembram o rosto de Blanchefleur, e cala diante da procissão do Graal — o momento de silêncio que gerou oito séculos de buscas literárias. O tomo inclui ensaio biográfico de 35 páginas sobre vida e obra de Chrétien (c. 1130–c. 1191, Troyes, corte de Marie de Champagne e Philippe de Flandres), prefácio crítico e notas explicativas.
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Capa Dura — Miolo Colorido
640 páginas em capa dura com miolo colorido, 5 romances completos de Chrétien de Troyes (Erec e Enide, Cligés, Yvain, Lancelot, Perceval), ensaio biográfico de 35 páginas, prefácio crítico e notas explicativas.
- ♦ ISBN 978-6583290007
- ♦ Capa dura
- ♦ Miolo colorido
- ♦ 640 páginas
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Edição linda e definitiva sobre os contos arthurianos! Muitos textos de apoio interessantes. A edição também conta com ilustrações coloridas e uma ótima tradução! Trabalho primoroso. Super recomendado.
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“A razão, que muitas vezes entra em conflito com o amor, o aconselhava a não fazer nada que pudesse trazer vergonha ou desonra. Esses conselhos racionais chegavam aos seus lábios, mas não ao seu coração. O amor, no entanto, residia firmemente em seu coração, instigando-o e ordenando-o a subir no carro imediatamente. Levado pelo amor, ele rapidamente salta para dentro da carroça, ignorando a vergonha que isso poderia trazer.”
Roteiro de leitura
Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.
Etapa 1
Vida e obra de Chrétien
Entrada pelo ensaio biográfico de 35 páginas e pelo prefácio: onde nasceu (c. 1130, Troyes), quem o patrocinou (Marie de Champagne, Philippe de Flandres), por que escreveu — e o contexto que fez dele o inventor do romance cortês.
Etapa 2
Fundação cavaleiresca
Erec e Enide: o cavaleiro que abandona armas pela esposa e ouve 'Ai de mim, que tristeza' — e Cligés: a poção de Thessala, o amor proibido de Fenice e a diferença explícita entre esta história e a de Isolda.
Etapa 3
Maturidade dramática
Yvain resgata o leão da serpente e ganha um companheiro para toda a vida — Lancelot atravessa a Ponte da Espada com mãos e pés nus para encontrar Guinevere — a cavalaria como prova psicológica, não apenas física.
Etapa 4
O Graal entra na literatura
Perceval: o jovem que confunde cavaleiros com anjos, contempla três gotas de sangue na neve e cala diante da procissão do Graal — 'tant sainte chose est li graax' — a obra inacabada que gerou oito séculos de buscas.
Percurso editorial deste tomo
Este tomo reúne os cinco romances que transformaram a matéria arturiana de crônica em literatura — e inventaram, no processo, quase tudo o que a cultura pop associa a Arthur:
- Erec e Enide (c. 1170): o mais antigo romance arturiano existente, segundo o professor Foerster. Chrétien abre com sua declaração de princípio — “O provérbio do rústico diz que muitas coisas são desprezadas, mas valem muito mais do que se supõe. A história é sobre Erec, filho de Lac — uma história que aqueles que ganham a vida contando histórias costumam mutilar e estragar na presença de reis e condes.”
- Cligés (c. 1176): o romance que confronta explicitamente Tristão e Isolda — Fenice diz: “Nunca poderia me resignar a viver a vida que Isolda viveu. O amor dela era vil; seu corpo pertencia a dois, mas seu coração era de apenas um.”
- Yvain, O Cavaleiro do Leão (c. 1178): queda, loucura na floresta, redenção — e o leão que se ajoelha em gratidão e tenta se matar quando pensa que Yvain morreu.
- Lancelot, O Cavaleiro da Carreta (c. 1178): escrito sob encomenda de Marie de Champagne — “ela quem lhe forneceu tanto a matière quanto o san” — a exploração mais radical do amor cortês na literatura medieval.
- Perceval ou le conte du Graal (c. 1181): o quinto conto, dedicado a Philippe de Flandres — “li cuens Phelipes de Flandres, qui mialz valt ne fist Alixandres” (“o conde Filipe de Flandres, que vale mais do que Alexandre”) — a narrativa inacabada que introduziu o Graal na literatura ocidental.
Chrétien de Troyes: o homem por trás dos romances
O ensaio biográfico que abre o volume reconstrói o que sabemos — e o muito que não sabemos — sobre o poeta. Nascido por volta de 1130, possivelmente em Troyes, ele viveu entre dois mecenas poderosos: Marie de Champagne, filha de Aliénor d’Aquitaine e de Luís VII, e Philippe da Alsácia, conde de Flandres.
O prefácio crítico situa Chrétien com precisão: “Chrétien de Troyes teve o peculiar destino de se tornar o poeta antigo francês mais conhecido entre os estudantes de literatura medieval, enquanto permaneceu praticamente desconhecido para qualquer outra pessoa.” E identifica sua originalidade: “O homem que, tanto quanto sabemos, foi o primeiro a relatar as aventuras românticas dos cavaleiros de Artur — Gawain, Yvain, Erec, Lancelot e Perceval — foi esquecido; enquanto a posteridade foi mais generosa com seus devedores, como Wolfram von Eschenbach, Malory, Lord Tennyson e Richard Wagner.”
O ensaio biográfico demonstra, com evidências textuais, que Chrétien provavelmente recebeu educação monástica — seus versos sobre Tântalo citam Ovídio e a Odisseia — e que possuía as características de um trovador cortês, “mantendo relações com pessoas de alta posição social.”
Erec e Enide: o cavaleiro que parou de lutar
Na corte de Cardigan, num Domingo de Páscoa, o Rei Arthur decide caçar o Cervo Branco — e Gawain avisa que “disso pode surgir um grande mal, pois aqui há quinhentas donzelas de nobre nascimento, e não há nenhuma que não tenha um cavaleiro valente e audaz por amante.” Erec, o mais belo cavaleiro da Távola Redonda — “tão belo que em lugar algum do mundo seria possível encontrar um cavaleiro mais formoso” — encontra Enide, casa-se com ela e comete o pecado imperdoável da cavalaria: para de lutar.
Erec a amava com um amor tão terno que não se importava mais com armas, nem participava de torneios, nem tinha desejo de justar; mas passava seu tempo a mimar sua esposa. Ele fez dela sua mestra e sua querida. Dedicava todo seu coração e mente a acariciar e beijar a esposa, e não buscava prazer em nenhum outro passatempo. Seus amigos se entristeciam com isso e frequentemente lamentavam entre si que ele estivesse tão apaixonado.
Até o dia em que Enide, pensando que ele dorme, derrama lágrimas sobre seu peito:
“Ai de mim, que tristeza eu ter deixado meu país! O que vim buscar aqui? A terra deveria me engolir por direito quando o melhor cavaleiro, o mais corajoso, valente, belo e cortês que já houve, um conde ou rei, abandonou completamente todos os seus feitos de cavalaria por minha causa.”
Erec ouve. E o romance se transforma: ele parte com Enide numa jornada penitencial em que ela deve cavalgar à frente e jamais falar — a tensão entre amor e dever que Chrétien explora como ninguém antes dele.
Cligés: o anti-Tristão
Cligés é o romance em que Chrétien confronta diretamente a lenda de Tristão e Isolda. Fenice, prometida ao imperador de Constantinopla mas apaixonada pelo sobrinho dele, recusa a solução de Isolda:
“Nunca poderia me resignar a viver a vida que Isolda viveu. O amor dela era vil; seu corpo pertencia a dois, mas seu coração era de apenas um. Assim, ela passou toda a sua vida, sem negar seus favores a nenhum dos dois homens. Mas meu amor é dedicado a apenas um, e em nenhuma circunstância haverá divisão do meu corpo e coração. Quem possui meu coração terá também meu corpo e afastará todos os outros pretendentes.”
Thessala, a ama-feiticeira nascida na Tessália — “versada em necromancia” —, prepara a poção que engana o imperador: ele dormirá com Fenice mas acreditará estar acordado quando na verdade sonha. Chrétien explora o tema do desejo com uma sutileza psicológica inédita na literatura do século XII, e o romance inclui torneios em que Cligés muda de armadura a cada dia para não ser reconhecido — o mesmo artifício que Lancelot usará depois.
Yvain: queda, loucura e redenção
Yvain mata o guardião da fonte mágica e apaixona-se pela viúva — Laudine. Obtém permissão para partir com Gawain a torneios, prometendo voltar em um ano. Não volta. Laudine o amaldiçoa. E Yvain enlouquece:
Ao se aproximar deste lugar, repleto de recordações, Sir Yvain sentiu uma agonia tão profunda que por pouco não enlouqueceu de novo. Ao encarar a fonte, a pedra e a capelinha adjacente, ele foi tomado por um sofrimento tão intenso que suspirou “ai de mim!” inúmeras vezes, caindo em desfalecimento.
A recuperação vem pela ação — e pelo leão. Num bosque, Yvain encontra a fera em luta com uma serpente de fogo. Decide ajudar o leão. Liberta-o. E vê algo inesperado:
Em vez de atacar, o leão comportou-se de forma nobre e respeitosa. Ele se ergueu sobre as patas traseiras e baixou a cabeça até o chão, estendendo suas patas dianteiras em um gesto de rendição e gratidão. Novamente, o leão se ajoelhou, e as lágrimas da gratidão inundaram seu rosto.
Quando Yvain desmaia junto à fonte e sua espada corta-lhe o pescoço, o leão pega a lâmina entre os dentes e a posiciona entre dois troncos para se matar também — “tentava pôr fim à própria vida assim como pensara que seu mestre fizera.” A cena é de uma intensidade afetiva que nenhum outro texto medieval iguala.
Lancelot: a carreta, a ponte e a rainha
O romance mais controverso de Chrétien — ele próprio declara que Marie de Champagne lhe impôs o tema e o tratamento. A cena inaugural é o momento fundacional do amor cortês na literatura: Lancelot persegue o raptor da rainha Guinevere e encontra um anão conduzindo uma carreta de condenados. O anão diz que, se subir, amanhã saberá o que aconteceu à rainha.
A razão, que muitas vezes entra em conflito com o amor, o aconselhava a não fazer nada que pudesse trazer vergonha ou desonra. Esses conselhos racionais chegavam aos seus lábios, mas não ao seu coração. O amor, no entanto, residia firmemente em seu coração, instigando-o e ordenando-o a subir no carro imediatamente.
Lancelot hesita dois passos — e essa hesitação de dois passos será a razão pela qual Guinevere depois o rejeita. Não porque subiu. Porque hesitou.
Depois vem a Ponte da Espada — uma lâmina polida sobre um rio infernal:
Apoiando-se na espada, que era mais afiada que uma foice, ele se arriscou sem solas nos pés nem proteção nas mãos. Não temia ferir-se nas mãos ou nos pés; preferia se machucar a cair na água, da qual nunca escaparia. Assim, com determinação, ele atravessou com grande dor e agonia, ferindo as mãos, os joelhos e os pés. Porém, até essa dor era doce para ele, pois o Amor que o impelia suavizava seu sofrimento.
O rei Bademagu observa da torre com seu filho Meleagant e diz: “Fomos privilegiados ao testemunhar a façanha mais corajosa já concebida pela mente humana.”
Perceval: o silêncio que gerou o Graal
O quinto conto, é a obra inacabada que gerou mais continuações do que qualquer outro texto medieval. Perceval abre com o jovem galês criado pela mãe na Gaste Forest — ela o afastou da cavalaria após a morte do pai e dos irmãos em combate. Quando cavaleiros aparecem na floresta, ele os confunde com anjos:
“Ha ! sire Dex, merci ! Ce sont ange que je voi ci” — “Ah! Senhor Deus, piedade! São anjos que eu vejo aqui” — e se ajoelha para rezar diante deles.
Na corte do Rei Pescador, Perceval assiste à procissão do Graal sem fazer a pergunta que curaria o rei:
Une dameisele tenoit un graal antre ses deus mains — bele et jointe et bien acesmee. Quant ele fu leanz antree atot le graal qu’ele tint, une si granz clartez an vint, ausi perdirent les chandoiles lor clarté come les estoiles qant li solauz lieve et la lune.
Uma donzela carrega o Graal entre as mãos — e quando entra, a claridade é tão grande que as velas perdem o brilho como as estrelas quando o sol nasce. Perceval, educado a não falar demais, cala.
No outro dia, um eremita revela a verdade — “tant sainte chose est li graax” (“tão santa coisa é o Graal”) — o pai do Rei Pescador vive há quinze anos sustentado apenas pela hóstia que vem no Graal. E Perceval é seu neto.
A cena das três gotas de sangue na neve — onde uma gansa ferida salpica sangue sobre a neve branca e Perceval contempla as gotas que lhe lembram o rosto de Blanchefleur — é talvez a imagem mais bela de toda a literatura medieval:
Si seinna trois gotes de sanc / qui espandirent sor le blanc / si sanbla natural color. / La fresche color li sanble / qui est an la face s’amie / et panse tant que il s’oblie.
Sangraram três gotas de sangue / que se espalharam sobre o branco / e pareciam cor natural. / A cor fresca lhe lembrava / aquela que estava no rosto de sua amada / e tanto pensou que se esqueceu de si.
Para quem é este volume
- Leitor que quer as fontes originais: antes de Malory, de Wolfram, de Wagner e de Monty Python — este é o poeta que inventou Lancelot como herói trágico, nomeou Camelot, e introduziu o Graal na literatura. Chrétien está para Arthur como Homero está para Troia.
- Estudante de literatura medieval: cinco romances completos em tradução direta do francês antigo, ensaio biográfico com referências a Foerster, Gaston Paris, Tarbé e San Marte, prefácio que discute fontes celtas versus anglo-normandas — material para romance cortês, cavalaria, e simbolismo do Graal.
- Colecionador de edições de referência: capa dura com miolo colorido, 640 páginas — o maior volume da coleção. O quinto conto torna esta edição única no mercado brasileiro.
- Leitor de fantasia e RPG: quem jogou Dark Souls, leu Tolkien ou assistiu aos filmes de Arthur já encontrou ecos de Chrétien sem saber. A Quest, o cavaleiro falho, o cálice misterioso, o torneio onde o herói troca de armadura — tudo nasceu nestes cinco romances.
Características do Livro
- Coleção/Série: As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur (Volume 2)
- Detalhes da edição: Capa dura e miolo colorido
- Tradutor: Christian Carnsen
- Ano da edição: 2024
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