“Raro no Brasil — 'Gostei muito do livro, é muito difícil ter esse tipo de conteúdo traduzido no Brasil. Parabéns para a editora!'”
Lais de Marie de France
por Marie de France
Quatorze contos em verso que inventaram o amor como gênero literário — escritos em anglo-normando por volta de 1170 por uma mulher cujo nome verdadeiro ninguém conhece. 'Marie ai nom, si sui de France' — chamo-me Marie, sou da França — é tudo o que ela revelou sobre si. Dedicados ao 'nobre rei' (provavelmente Henrique II) e lidos nas cortes de Leonor da Aquitânia, os Lais transformaram o folclore celta bretão em narrativas de amor onde cavaleiros são curados apenas pelo sofrimento mútuo, senhores se transformam em lobos, e Tristão esculpe numa vara de avelã a mensagem que resume a obra inteira: 'Nem vós sem mim, nem eu sem vós.'
Sinopse editorial
Escritos em anglo-normando por volta de 1170 por uma mulher que revelou sobre si apenas 'Marie ai nom, si sui de France', os quatorze Lais são a primeira coleção de narrativas em verso da literatura europeia dedicadas exclusivamente ao amor. Dedicados ao 'nobre rei' — provavelmente Henrique II da Inglaterra — e moldados pelo folclore celta bretão que os harpeiros cantavam nas cortes, os lais transformaram canções orais em literatura. Gugemer é o cavaleiro que só pode ser curado pelo sofrimento mútuo. Bisclavret é o barão que vira lobo e é traído pela esposa. Lanval é salvo por uma fada mais bela que Guinevere. Ywenec recebe um amante na forma de pássaro. Eliduc contém a mais antiga narrativa da flor que ressuscita os mortos. Chèvrefeuille resume Tristão e Isolda numa só imagem: a madressilva enrolada na aveleira — 'nem vós sem mim, nem eu sem vós.' Com introdução de Alice Kemp-Welch, prefácio de Eugene Mason (1911) e estudo de Roquefort-Flaméricourt.
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Edição Brochura
Os quatorze lais em formato elegante e flexível de 252 páginas — com introduções, prefácios e estudo filológico.
- ♦ ISBN 978-6598217853
- ♦ Brochura flexível
- ♦ 252 páginas
- ♦ Tradução integral
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“'Nunca serás curado de tua ferida, nem por erva, nem raiz, nem leito, nem poção, até que sejas curado por aquela que, por amor a ti, sofrerá tanta dor e tristeza quanto nunca mulher sofreu antes: e tu suportarás tanto por ela.' — Gugemer encurvou o arco e feriu uma corça branca. A flecha ricocheteou e o atingiu na coxa. A corça, moribunda, pronunciou a profecia. Assim nasce o primeiro lai — e a regra que rege todos os outros: o amor só cura quando o sofrimento é igual.”
Roteiro de leitura
Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.
I. O Amor como Lei
Os Lais do Amor Cortês
Gugemer só pode ser curado por quem sofrer tanto quanto ele. Frêne, abandonada na infância e criada em convento, aceita sacrificar seu amor sem uma queixa. Equitan, um rei, morre na armadilha que preparou para o marido da mulher que ama. Cada lai é uma tese sobre o amor — não como sentimento, mas como código moral absoluto regido pelas Cortes do Amor do século XII, onde a doutrina cardinal era que o amor era necessário para o treinamento moral de um homem.
II. A Magia Celta
Lobisomens, Fadas e Cavaleiros-Pássaro
Bisclavret é um barão da Bretanha que se transforma em lobo três dias por semana — sua esposa descobre o segredo e rouba-lhe as roupas, trancando-o para sempre na forma animal. Em Ywenec, uma dama trancada numa torre por um marido velho recebe a visita de um cavaleiro que voa até sua janela na forma de um pássaro. Em Lanval, um cavaleiro esquecido por Arthur encontra uma fada de beleza sobrenatural que o salva da miséria e da acusação da própria Guinevere.
III. O Sacrifício
Eliduc, Milun e o Lai dos Dois Amantes
Eliduc ama duas mulheres e não consegue trair nenhuma — até que uma tempestade revela seu segredo e Guilliadun desmaia como morta. Milun e sua amada se correspondem durante vinte anos usando um cisne como mensageiro. No Lai dos Dois Amantes, um jovem morre carregando a princesa montanha acima — a prova que o pai impôs para liberá-la. Quatro cavaleiros morrem num torneio em Chaitivel, todos amando a mesma dama.
IV. Aparato Crítico
Introduções, Prefácios e Estudo Crítico
Introdução de Alice Kemp-Welch sobre Marie, as Cortes do Amor e a vida nos castelos do séc. XII. Prefácio de Eugene Mason (1911). Estudo de Roquefort-Flaméricourt sobre a filologia dos lais, a identidade de Marie e a classificação dos cinco manuscritos sobreviventes — dois deles no British Museum.
Percurso editorial deste volume
Este volume chega ao leitor brasileiro na linha Tesouros Literários de Outrora da Scriptoriando — tradução integral por Christian Carnsen, com edição de Leonardo Camanho Carneiro. Os lais foram compostos originalmente em versos octossilábicos anglo-normandos por volta de 1170. Esta edição traz os quatorze lais adaptados em prosa, com tradução integral do anglo-normando.
- Introdução: Alice Kemp-Welch situa Marie na corte de Henrique II e Leonor da Aquitânia, examina as Cortes do Amor como instituições “semi-sérias” do século XII onde a doutrina cardinal era que “o amor era necessário para o treinamento moral, social e estético de um homem”, e traça a vida enigmática de uma escritora que se identificou apenas como “Marie ai nom, si sui de France”.
- Prefácio: Eugene Mason (1911) — apresenta os lais como “uma coleção de romances franceses que tratam de um aspecto particular da vida medieval” e contextualiza Marie como artista e mulher numa época em que a individualidade feminina era quase impossível.
- Estudo crítico: Jean-Baptiste de Roquefort-Flaméricourt (1777–1834) — análise filológica dos lais, debate sobre a identidade do “nobre rei” da dedicatória, classificação dos manuscritos sobreviventes e defesa da autoria de Marie baseada em evidências internas.
A autora: o enigma de Marie de France
“Marie ai nom, si sui de France.” — Assim escreveu Marie de France há mais de oito séculos. Essa autobiografia de cinco palavras é quase tudo o que sabemos sobre ela.
Nascida provavelmente na Normandia por volta de 1140–1150, estabeleceu-se na Inglaterra em algum momento da segunda metade do século XII. Dominava o latim, mas optou por não traduzir dos clássicos — “muitos outros já se haviam ocupado disso”, e seu nome “seria confundido entre a multidão”. No prólogo dos Lais, explica que desejava “dar expressão literária ao antigo folclore celta, até então talvez registrado apenas em canções” — e acrescenta uma motivação pessoal: “para afastar de mim o mal e aliviar minha tristeza, decidi iniciar um livro.”
Denys Pyramus, poeta anglo-normando do século XIII e único contemporâneo a mencioná-la pelo nome, elogia-a em termos lisonjeiros: seus lais eram muito apreciados pela nobreza, “especialmente pelas damas”. A conjectura mais razoável é que Marie estivesse ligada à corte de Henrique II e da rainha Leonor da Aquitânia, onde se reuniam eruditos e poetas. Dedicou os Lais ao rei e as Fábulas ao conde Guilherme (William Longsword, filho de Henrique II e Rosamond Clifford). Sua terceira obra, O Purgatório de São Patrício, foi traduzida do latim a pedido de um benfeitor anônimo.
Cinco manuscritos dos Lais sobrevivem, todos do século XIII ou início do XIV. Dois estão no British Museum — um deles o mais completo, “lindamente inscrito”, contendo doze lais e o prólogo original. Por volta de 1245, uma tradução para o norueguês foi feita por ordem do rei Haakon IV. A fama de Marie cruzou mares e séculos: Chaucer recorreu a incidentes e descrições de seus lais; Walter Scott baseou Lord Thomas and Fair Annie no Lai de Frêne; Goethe, ao ler os lais pela primeira vez em 1820, escreveu: “A névoa dos anos que misteriosamente envolve Marie de France torna seus poemas mais esquisitos e preciosos para nós.”
Os quatorze lais: histórias que inventaram o amor
Marie não reivindica originalidade. Diz que os Lais “foram feitos para a memória pelos antigos bretões corteses” e que “as pessoas os narram ao som da harpa e do rote, e a música é doce de ouvir.” O que ela fez foi fixar em versos anglo-normandos octossilábicos o que até então eram canções celtas orais — e ao fazê-lo, criou o gênero narrativo do amor cortês. Cada lai é uma miniatura completa: breve, estruturada, luminosa.
- Gugemer — um cavaleiro ferido na caça por uma corça branca que, moribunda, pronuncia uma maldição: só será curado quando encontrar alguém que sofra por ele tanto quanto ele sofrerá por ela. Uma nave sem tripulação leva-o até a dama que cumprirá a profecia. Amor como sofrimento mútuo e equivalente.
- Equitan — um rei que se apaixona pela esposa de seu senescal. Os dois planejam assassinar o marido num banho de água fervente. O plano se volta contra eles. Amor como transgressão punida.
- Frêne — uma menina de sangue nobre, abandonada na infância e criada por monjas num convento. Um senhor a ama e a leva para seu castelo, mas seus cavaleiros exigem que ele se case com uma nobre legítima. Frêne não pronuncia queixa alguma. A fortuna intervém revelando sua verdadeira identidade antes que o sacrifício se complete. Amor como renúncia silenciosa.
- Bisclavret — um barão da Bretanha desaparece três dias por semana. Pressionado pela esposa, confessa que se transforma em lobo (bisclavret). Ela rouba suas roupas, trancando-o na forma animal. O rei o encontra na caça, reconhece nele uma inteligência humana e o acolhe. Quando a esposa aparece na corte, o lobo arranca-lhe o nariz. Amor como traição e metamorfose.
- Lanval — um cavaleiro esquecido por Arthur na distribuição de terras vai sentar-se junto a um rio. Duas donzelas o conduzem a uma fada de beleza sobrenatural que lhe dá tudo — com uma condição: nunca revelar sua existência. Guinevere o importuna; Lanval a rejeita; ela o acusa de um crime. No julgamento, a fada aparece montada num corcel branco com um galgo e um falcão. Toda a corte se cala. Amor como pacto com o sobrenatural.
- Dos Dois Amantes — um pai exige que o pretendente de sua filha a carregue montanha acima sem parar. O jovem recusa a poção que o fortaleceria. Morre ao chegar ao topo. A princesa morre sobre seu corpo. Amor como obstinação fatal.
- Ywenec — uma dama trancada numa torre por um marido velho e ciumento recebe a visita de um cavaleiro que voa até sua janela na forma de um pássaro. O marido descobre e mata o cavaleiro. O filho nascido desse amor — Ywenec — vinga o pai anos depois. Amor como visitação sobrenatural.
- Laüstic — uma dama ama o cavaleiro vizinho. Todas as noites, levanta-se e vai à janela para vê-lo. O marido pergunta por quê. Ela diz que é para ouvir o rouxinol (laüstic em bretão). O marido captura o pássaro e o mata, jogando o corpo ensanguentado sobre o vestido dela. O cavaleiro embrulha o corpo do pássaro em seda bordada a ouro e o guarda para sempre. Amor como símbolo destruído e preservado.
- Milun — um cavaleiro secretamente ama uma dama e tem com ela um filho. Para manter contato durante vinte anos de separação, usam um cisne como mensageiro, escondendo cartas nas penas do pescoço. O filho, criado no exterior, torna-se o melhor cavaleiro do mundo sem saber quem é seu pai. Amor como correspondência paciente.
- Chaitivel — em Nantes, uma dama é cortejada por quatro cavaleiros igualmente nobres e não consegue escolher. Num torneio, três morrem e o quarto fica gravemente ferido. A dama compõe um lai em sua memória. Pergunta-se se o título deve ser “As Quatro Dores” ou “O Infeliz”. Amor como impossibilidade aritmética.
- Chèvrefeuille — Tristão, exilado, esconde-se num bosque sabendo que Isolda passará a caminho de Tintagel. Corta um ramo de avelã em torno do qual a madressilva se enrolou, esculpe seu nome e coloca-o no caminho. A mensagem: enquanto estão juntos, prosperam — separados, ambos perecem. “Doce amor, assim é conosco — nem vós sem mim, nem eu sem vós.” O lai mais curto e mais perfeito.
- Eliduc — o mais longo e elaborado. Um cavaleiro da Bretanha serve fielmente sua esposa Guildeluëc, mas se apaixona por Guilliadun, princesa de Exeter. Numa travessia, um tripulante revela seu segredo e Guilliadun desmaia como morta. Eliduc a esconde numa capela na floresta. Uma doninha traz uma flor vermelha e a coloca na boca de sua companheira morta, restaurando-a à vida. Guildeluëc repete o gesto sobre Guilliadun. As duas mulheres se encontram; a esposa ingressa num convento; Eliduc casa com Guilliadun; anos depois, todos se reúnem no mesmo convento. Amor como redenção e renúncia.
- Tidorel e Graelent — dois lais adicionais incluídos nesta edição que expandem o ciclo feérico bretão com encontros entre cavaleiros e seres do Outro Mundo.
As Cortes do Amor e o mundo de Marie
Os lais de Marie não são contos isolados — são expressões de um código. As Cortes do Amor do século XII, embora não tão elaboradas quanto as do XIV, “eram imperiosas e formavam um dos passatempos ‘semi-sérios’ da Idade Média. Embora muitas vezes fossem formas de entretenimento, nenhuma pessoa respeitável podia se dar ao luxo de desconsiderar suas regras ou decisões.”
A doutrina cardinal: o amor é necessário para o treinamento moral do homem. Se não surgir espontaneamente, deve ser buscado “e, como seu equivalente no mundo espiritual, alcançado, se necessário, através de muita tribulação.” Cada lai é uma demonstração dessa lei. Gugemer não pode ser curado sem amar; Frêne não pode ser reconhecida sem sacrificar; Lanval não pode ser salvo sem que a fada se revele.
Os leitores de Marie eram os habitantes dos castelos — “damas confinadas com suas criadas e bordados em um castelo sombrio ou talvez apenas em uma de suas torres, enquanto seus senhores saíam para caçar ou para a guerra. O retorno deles significava apenas o brinde com vinho e canções de guerra.” Muitas devem ter lido os lais “e desejado, como na história de Ywenec, que um cavaleiro belo e gentil, na forma de algum belo pássaro, pudesse voar até sua janela.”
A contribuição literária de Marie
Marie não reivindica originalidade, mas possui algo mais raro: o talento de perceber a beleza onde ela existe e torná-la sua. Os lais são “histórias de significado profundo que cada leitor deve interpretar por si mesmo.”
- Para a história do romance: os Lais são, talvez, “as primeiras histórias, apresentadas em forma literária, que tratam do amor ‘pelo amor ao amor’” — um amor incondicional e indiscutível. Todo o gênero do romance cavaleiresco europeu nasce aqui.
- Para a tradição celta: Marie transformou canções orais bretãs em textos fixos. A “Bretanha guardou seu segredo sobre tais lais tão zelosamente quanto guardou seu segredo das longas avenidas de grandes pedras cobertas de líquen que fazem Carnac parecer o local de sepultamento de algum exército gigante.”
- Para a condição feminina na literatura: numa época em que “a individualidade da mulher comum muitas vezes se fundia à de seu marido”, Marie impôs seu nome — cinco palavras que ressoam há oito séculos. O tom vital de sua obra é “igualdade no amor” — um conceito revolucionário nos salões feudais do séc. XII.
- Para a posteridade: Chaucer a reescreveu. Scott a adaptou. Goethe a admirou. O norueguês Haakon IV a mandou traduzir em 1245. Os cinco manuscritos sobreviventes — especialmente o Add. MS. do British Museum — são testemunhos materiais de uma obra que perdurou muito além de sua autora.
Para quem este volume é ideal
- Para quem quer a raiz do romance ocidental: se leu Tristão e Isolda, se conhece a tradição arturiana, se admira a poesia de amor — aqui está a fundação. Não a adaptação: a fonte original em que tudo começa, traduzida integralmente com os versos anglo-normandos preservados.
- Para estudiosos de literatura medieval: introdução de Kemp-Welch, prefácio de Mason, estudo de Roquefort-Flaméricourt — aparato que permite análise séria da filologia, da identidade de Marie e do lugar dos lais na transição do épico para o romance.
- Para leitores de contos breves e poesia narrativa: cada lai é uma história completa em poucas páginas. São miniaturas perfeitas — mais próximas do conto moderno que do romance medieval. Ideais para quem valoriza brevidade e intensidade.
- Para quem busca magia sem fantasia genérica: os lais são feéricos no sentido original — fadas, lobisomens, flores de ressurreição, cavaleiros-pássaro. A magia aqui vem do folclore celta bretão, não de sistemas inventados. É estranha, imprevisível e irredutível.
“La rainha canta suavemente, a voz harmoniza com o instrumento: as mãos são belas, o lai é bom, doce a voz e baixo o tom.” — Era assim que os lais de Marie eram ouvidos nos castelos da segunda metade do século XII. Quando lemos hoje estas quatorze histórias de amor, traição, metamorfose e sacrifício, ouvimos ainda a mesma melodia — a nota que Marie definiu como “a mais profunda que pode ser tocada neste mundo de homens e mulheres.”
Características do Livro
- Coleção: Tesouros Literários de Outrora
- Título original: Lais (c. 1170)
- Tradução: Christian Carnsen
- Edição: Leonardo Camanho Carneiro
- Edição Executiva: Scriptoriando
- Ano edição: 2024
Ouça a Melodia de Marie
Baixe a introdução sobre as Cortes do Amor do séc. XII — como o amor era julgado por tribunais de damas, como as regras de cortesia governavam os castelos, e por que Marie de France transformou essas leis em poesia.
Curadoria Scriptoriando