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A Saga dos Volsungs e Ragnar Lodbrok

por Anônimo

Três sagas que fundaram a fantasia ocidental — traduzidas diretamente do nórdico antigo, em edição capa dura de 512 páginas. A Völsunga Saga, a linhagem maldita que inspirou Wagner e Tolkien. A Saga de Ragnar Lodbrók, o guerreiro que navegou para a Inglaterra com dois navios e uma túnica abençoada pelos deuses. E a História de Norna-Gest, o poeta de 300 anos cuja vela acesa pelas Nornas ligava a Era Heroica ao crepúsculo do paganismo. Juntas, elas são o alicerce de tudo o que veio depois.

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Preço R$ 178,90
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Publicado julho de 2024
Páginas 512
ISBN 9786598217884

Sinopse editorial

Traduzido diretamente do nórdico antigo, este volume reúne os três textos que fundaram a tradição heroica germânica e alimentaram toda a fantasia ocidental moderna. A Völsunga Saga (43 capítulos) narra sete gerações da linhagem de Odin — da espada cravada em Barnstokkr ao assassinato de Sigurðr, passando pela morte do dragão Fáfnir, a maldição do anel Andvaranaut e a queda apocalíptica dos Gjúkings. A Saga de Ragnar Lodbrók (20 capítulos + O Conto dos Filhos) conecta o sangue dos Völsungs à Era Viking: Ragnar desposa Áslaug, filha de Sigurðr, gera os guerreiros mais temidos do século IX e morre na cova de serpentes do rei Ella na Inglaterra. A História de Norna-Gest (12 capítulos) fecha o ciclo: um poeta de 300 anos cuja vida foi amarrada a uma vela pelas Nornas testemunha a Era Heroica inteira e, na corte do rei cristão Óláfr, aceita o batismo, acende a vela e entrega a alma — o crepúsculo de um mundo.

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  • ISBN 978-6598217884
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A Saga dos Volsungs e Ragnar Lodbrok

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“A narrativa equilibra prosa e poesia, transportando o leitor para um mundo de reis, dragões e deuses em disputas intensas por poder e legado. Uma obra indispensável para fãs de mitologia, fantasia e histórias épicas.”
Leitor Amazon Compra verificada
Leitor Amazon ★★★★★

Personagens como Sigurd, Brynhild e Gudrun ganham vida como figuras inesquecíveis, movidas por paixões e escolhas que os colocam à mercê de um destino implacável. Indispensável para fãs de mitologia, fantasia e histórias épicas.

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“'Um homem de aparência desconhecida entrou no salão. Vestia um manto manchado, estava descalço, segurava uma espada na mão e tinha apenas um olho. Ele cravou a espada no tronco da árvore até o cabo e disse: Aquele que deste tronco a lâmina arrancar a receberá como presente meu, e descobrirá que jamais houve em seu punho espada de igual valor.' — É assim que Odin entrega a espada Gram à linhagem dos Völsungs. Ninguém conseguiu arrancá-la — exceto Sigmund.”

Völsunga Saga — Capítulo III

Roteiro de leitura

Do primeiro contato com a obra ao desfecho narrativo, um itinerário claro para leitura progressiva.

I. A Maldição

A Saga dos Völsungs (43 capítulos)

Da linhagem de Odin à queda dos Gjúkings — sete gerações de heróis marcados pela maldição do anel Andvaranaut. Sigmund arranca a espada Gram de Barnstokkr; Sigurðr mata o dragão Fáfnir num fosso cavado por conselho de Odin; Brynhild arde na pira fúnebre; Guðrún alimenta Atli com a carne dos próprios filhos. A saga que inspirou O Anel dos Nibelungos de Wagner e a mitologia de Tolkien.

II. A Conquista

A Saga de Ragnar Lodbrók (20 capítulos + Conto dos Filhos)

Ragnar 'Calças Peludas' — o rei que mata a serpente de Þóra, desposa Áslaug (filha de Sigurðr e Brynhild), e gera os filhos mais temidos da Era Viking: Bjorn Braço de Ferro, Ivar o Desossado, Sigurðr Olho de Serpente. Quando Ragnar navega para a Inglaterra com apenas dois knarrs e uma túnica abençoada, o destino o leva à cova de serpentes do rei Ella — e seus filhos arrasam a Inglaterra em vingança.

III. O Crepúsculo

A História de Norna-Gest (12 capítulos)

Um poeta centenário chega à corte do rei cristão Óláfr carregando uma harpa e uma vela parcialmente consumida. Três Nornas profetizaram seu destino ao nascer: viverá enquanto a vela arder. Após 300 anos testemunhando a Era Heroica, Gest aceita o batismo, acende a vela uma última vez e entrega a alma — a ponte melancólica entre o mundo pagão dos Völsungs e a Escandinávia cristã.

Aparato Crítico

Prefácios, Introdução e Ensaio

Dois prefácios clássicos de William Morris e H. Halliday Sparling — os vitorianos que abriram as sagas ao mundo. Introdução sobre as fontes manuscritas (Edda Maior, códice Ny kgl. Saml. 1824 b 4to da Biblioteca Real da Dinamarca). Ensaio 'As Sagas Antigas dos Países Nórdicos' e Prólogo em verso original.

Percurso editorial deste volume

Este volume chega ao leitor brasileiro na linha Tesouros Literários de Outrora da Scriptoriando — tradução direta do nórdico antigo por Christian Carnsen, com edição e organização de Leonardo Camanho Carneiro. Não se trata de retradução do inglês: o texto foi vertido da língua original em que as sagas foram compostas no século XIII.

  • Aparato crítico completo: o volume inclui dois prefácios clássicos — de H. Halliday Sparling e William Morris, os pioneiros vitorianos que primeiro trouxeram as sagas islandesas ao público anglófono. Sparling abre com um argumento contundente: o Ocidente conhece Maratona e Salamina, mas ignora Hafrsfirth e Sticklestead, e a Islândia preservou intacta a língua e a literatura que a Europa continental perdeu. Morris complementa com uma análise sobre o lugar das sagas na tradição literária europeia, como “uma verdadeira mina de nobre beleza e masculinidade exaltada”.
  • Introdução histórica: um estudo sobre as origens das sagas — a Edda Maior como base poética, o manuscrito Ny kgl. Saml. 1824 b 4to (Biblioteca Real da Dinamarca, c. 1400), a destruição do Reino dos Burgúndios pelos Hunos no século V como substrato histórico, e a conexão medieval entre a Völsunga Saga e a saga de Ragnar como um texto único e contínuo.
  • Ensaio complementar: “As Sagas Antigas dos Países Nórdicos” — panorama da tradição literária escandinava que contextualiza as três sagas dentro do corpus islandês, do qual a Edda em Prosa é a chave interpretativa.

Análise literária: três sagas, uma mitologia

O volume se organiza em torno de uma lógica narrativa que os copistas medievais já percebiam: as três sagas são uma história só, dividida em eras.

  1. A Era dos Deuses e Heróis (Völsunga Saga) — começa com Sigi, filho de Odin, exilado por assassinato e transformado em “lobo em lugares sagrados”. Daí nasce a dinastia Völsung — uma linhagem que Odin protege, arma e, quando convém, destrói. Cada geração herda a bênção e a maldição do pai: Sigmund recebe a espada Gram de um Odin disfarçado; Sigurðr mata o dragão Fáfnir mas adquire o anel amaldiçoado por Andvari; Brynhild se mata na pira fúnebre; Guðrún alimenta Atli com a carne dos filhos. A saga não moraliza — apenas mostra. É esta crueza que a torna inesgotável.

  2. A Era Viking (Ragnar Lodbrók) — Ragnar é o elo entre mito e história. Seu casamento com Áslaug — a filha de Sigurðr e Brynhild, escondida dentro de uma harpa gigante por seu protetor Heimir — traz o sangue dos Völsungs para o século IX. Os filhos de Ragnar (Bjorn Braço de Ferro, Ivar o Desossado, Sigurðr Olho de Serpente) são figuras semihistóricas cujas incursões pela Inglaterra, Escandinávia e Mediterrâneo ecoam nas crônicas de Adam de Bremen e na Gesta Danorum de Saxo Grammaticus. A morte de Ragnar na cova de serpentes do rei Ella — e a vingança dos filhos — é o clímax brutal que encerra a era das conquistas.

  3. O Crepúsculo (Norna-Gest) — a mais curta e a mais melancólica. Norna-Gest chega à corte de Óláfr Tryggvason carregando uma harpa e uma vela parcialmente consumida. Ao nascer, três Nornas profetizaram: a mais jovem, ressentida por ter sido empurrada do assento, amaldiçoou-o a não viver mais que a vela ao seu lado. A norna mais velha apagou a vela e entregou-a à mãe. Trezentos anos depois, Gest conta as histórias dos Völsungs e de Ragnar ao rei cristão, aceita o batismo, acende a vela pela última vez e morre. A chama que se apaga é o paganismo nórdico inteiro.

Os arcos narrativos do ciclo

  • Sigi, Rerir e Völsung (Caps. I–II) — Odin planta a semente: Sigi é exilado por assassinato, conquista um reino, seu filho Rerir vinga-o, e Völsung nasce de uma gestação sobrenatural (uma maçã mágica enviada por Frigg). A linhagem já carrega a marca dos deuses desde a primeira página.
  • Sigmund e a Espada Gram (Caps. III–XI) — a cena fundacional: Odin aparece disfarçado de velho de um olho só num banquete e crava a espada Gram no tronco de Barnstokkr. Apenas Sigmund consegue arrancá-la. O rei Siggeir, humilhado, assassina Völsung e captura os filhos. Sigmund sobrevive, vinga-se, perde o filho Sinfjötli e morre em batalha quando Odin — o mesmo deus que lhe deu a espada — aparece para quebrá-la.
  • Sigurðr, Fáfnir e o Anel (Caps. XII–XXXII) — o coração da saga. Sigurðr refaz a espada Gram com os fragmentos, mata o dragão Fáfnir num fosso cavado por conselho de Odin, banha-se no sangue do monstro e adquire o anel Andvaranaut — o tesouro amaldiçoado que destruirá todos que o portarem. Desperta Brynhild do sono encantado. Esquece-a por uma poção mágica, desposa Guðrún, e é assassinado pelos cunhados. Brynhild se mata na pira.
  • Guðrún, Atli e a Queda (Caps. XXXIII–XLIII) — Guðrún é obrigada a casar com Atli (o Átila dos hunos). Quando Atli assassina seus irmãos para tomar o tesouro, Guðrún alimenta-o com a carne dos próprios filhos, incendeia o salão e se lança ao mar. A linhagem dos Gjúkings se extingue.
  • Ragnar e os Filhos (20 caps + Conto) — Ragnar mata a serpente, casa com Þóra e depois com Áslaug/Kráka, gera uma dinastia de guerreiros. Navega para a Inglaterra com dois navios por pura vaidade — “Não há glória em conquistar terras com muitos navios.” É capturado e morre na cova de serpentes. Os filhos invadem a Inglaterra e executam o rei Ella com o “Águia de Sangue”.
  • Norna-Gest (12 caps) — o testemunho final. Gest narra os feitos de Sigurðr e Ragnar a um rei que não acredita nos velhos deuses. Quando acende a vela, morre em minutos. O mundo antigo termina não com uma batalha, mas com uma chama.

A matriz de toda a fantasia moderna

A Völsunga Saga não é uma fonte para a fantasia ocidental — é a fonte:

  • WagnerO Anel dos Nibelungos (1876) é uma adaptação direta da Völsunga Saga: Siegmund, Sieglinde, Brünnhilde, Fafner, o anel maldito, o crepúsculo dos deuses — tudo nasce aqui.
  • Tolkien — leu a Völsunga em nórdico antigo. O anel de Andvari que corrompe quem o toca é o ancestral direto do Um Anel. A espada quebrada e reforjada (Gram → Narsil/Andúril), o dragão que guarda um tesouro (Fáfnir → Smaug), a valquíria guerreira (Brynhild → Éowyn) — a linhagem é ininterrupta.
  • A cultura pop — a série Vikings popularizou Ragnar e seus filhos, mas o texto original é mais brutal, mais misterioso e imensamente mais poético. Cada adaptação moderna — de God of War a The Northman — bebe desta fonte sem creditá-la.

Para quem este volume é ideal

  • Para o leitor de fantasia que quer conhecer a raiz: se você leu Tolkien, jogou God of War, assistiu Vikings — este é o texto que originou tudo. Não a versão diluída: o texto cru do século XIII, traduzido do nórdico antigo.
  • Para estudiosos e acadêmicos: tradução direta (não retradução do inglês), com prefácios de Morris e Sparling, introdução sobre as fontes manuscritas e ensaio sobre a tradição das sagas — aparato que permite estudo sério.
  • Para quem busca narrativas sem filtro moral: as sagas não julgam. Sigurðr é herói e vítima. Guðrún é vingadora e monstro. Ragnar é glorioso e vaidoso. Os deuses ajudam e traem. A moral é do leitor.
  • Para colecionadores: edição capa dura de 512 páginas — um dos três pilares da literatura germânica antiga junto com a Edda em Prosa e o Beowulf, em encadernação premium.

Uma edição à altura do mito

  • Tradução integral: do nórdico antigo, não de versões intermediárias em inglês. Christian Carnsen verteu as três sagas mantendo a cadência da prosa saga — direta, sem adornos, cortante como a lâmina Gram.
  • Prefácios clássicos: os textos de William Morris e H. Halliday Sparling, que no século XIX abriram as sagas ao mundo anglófono, traduzidos e incluídos na íntegra — documentos históricos por si mesmos.
  • Introdução e ensaio: contextualização das fontes (Edda Maior, manuscrito da Biblioteca Real da Dinamarca, relação Völsunga–Ragnar no medievo), mais o ensaio “As Sagas Antigas dos Países Nórdicos” sobre a tradição literária escandinava.
  • Prólogo em verso: a abertura poética original da saga, preservada.

Relevância literária e editorial

  • Para a história da literatura: a Völsunga Saga é o elo entre a poesia épica da Edda Maior (compilada c. 1270) e a prosa narrativa medieval. Sem ela, a tradição que vai de Beowulf a Tolkien perde seu eixo central.
  • Para a historiografia viking: a saga de Ragnar é uma das poucas fontes nórdicas que cobrem as incursões do século IX — os mesmos eventos registrados pelos cronistas anglos e pela Gesta Danorum de Saxo Grammaticus, mas vistos pelo lado escandinavo.
  • Para o leitor contemporâneo: três sagas que demonstram que a literatura do século XIII não precisa de atualização para ser devastadora. A crueza, a economia narrativa e a beleza brutal destas histórias não envelheceram. São tão implacáveis quanto no dia em que foram escritas.

“Aquele que deste tronco a lâmina arrancar a receberá como presente meu, e descobrirá que jamais houve em seu punho espada de igual valor.” — Com estas palavras, Odin planta a espada Gram no carvalho de Barnstokkr e inaugura a linhagem mais famosa da mitologia nórdica. Sete gerações depois, o último descendente desse sangue — um poeta de 300 anos chamado Norna-Gest — acende uma vela, aceita o batismo e morre. Entre a espada e a chama, está tudo o que a fantasia ocidental herdou. Aceite o chamado.

Características do Livro

  • Coleção: Tesouros Literários de Outrora (Volume 6)
  • Título original: Völsunga Saga / Ragnar Loðbrók / Norna-Gestr Saga
  • Tradução: Christian Carnsen
  • Edição e organização: Leonardo Camanho Carneiro
  • Edição Executiva: Scriptoriando
  • Ano edição: 2024

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