Pipeline editorial

Linhas editoriais

O Scriptorium trabalha por constelações, não por títulos soltos. Cada linha abaixo mostra o que já está em órbita e o que continua no radar de médio e longo prazo.

Mapa editorial

As linhas que orientam o Scriptorium

Cada linha editorial reúne obras que conversam entre si e ajudam a dar forma ao catálogo da Scriptoriando. Aqui estão os núcleos que já orientam nossas escolhas, o que sustenta cada frente e os títulos que ampliam esse horizonte de leitura.

Linha editorial

Fantasia fundadora

A linha de fantasia fundadora nasce do desejo de voltar às camadas mais antigas da fantasia moderna, antes que o gênero se cristalizasse nas fórmulas contemporâneas. Ao reunir William Morris, George MacDonald, Howard Pyle e precursores como E. R. Eddison, o Scriptorium procura mostrar como esse imaginário foi sendo construído em diálogo com mito, romance, épica e sonho medievalizante. Trazer essas obras importa porque elas devolvem profundidade histórica a um campo literário que hoje costuma ser consumido sem memória de suas próprias origens. Mais do que recuperar clássicos isolados, esta frente ajuda a revelar uma linhagem inteira de invenção literária que moldou a fantasia como experiência estética e simbólica.

Já em órbita

A História da Planície Reluzente

William Morris

No Dorso do Vento Norte

George MacDonald

No radar

  • A Casa dos Wolfings — William Morris
  • As Raízes das Montanhas — William Morris
  • A Princesa e o Goblin — George MacDonald
  • A Princesa e Curdie — George MacDonald
  • As Alegres Aventuras de Robin Hood — Howard Pyle
  • Entre os Cabos — Howard Pyle
  • A Serpente Ouroboros — E. R. Eddison

Linha editorial

Historiografia medieval

A frente de historiografia medieval reúne crônicas, memórias e relatos políticos que permitem ver a Idade Média a partir de suas próprias vozes. Em vez de tratar o período apenas como cenário literário, ela abre espaço para textos que registram impérios, cortes, campanhas, alianças e conflitos tal como foram percebidos por quem viveu esse mundo. É uma linha importante porque restitui espessura histórica a temas que muitas vezes chegam ao leitor apenas em versões filtradas pela ficção ou pela simplificação escolar. Ao trazer obras como a Alexíada e seus possíveis desdobramentos, o catálogo passa a mostrar não apenas a imaginação medieval, mas também sua consciência histórica, diplomática e política.

Já em órbita

A Alexíada

Ana Comnena

No radar

  • Crônicas — Jean Froissart
  • Gesta Danorum — Saxo Grammaticus
  • A Conquista de Constantinopla — Geoffrey de Villehardouin
  • Vida de São Luís — Jean de Joinville

Linha editorial

Núcleo arturiano

O núcleo arturiano é uma das espinhas dorsais do catálogo, porque reúne uma tradição central para a imaginação literária do Ocidente. A proposta não é publicar apenas episódios célebres, mas construir uma visão orgânica do ciclo, ligando crônicas latinas e galesas, romances franceses, matéria do Graal e grandes compilações posteriores. Essa linha é decisiva porque o leitor brasileiro quase sempre recebe Arthur de forma fragmentada, sem acesso claro às camadas que formaram o mito ao longo dos séculos. Ao consolidar esse percurso, a Scriptoriando oferece não só livros importantes, mas um verdadeiro mapa de leitura para compreender como o universo arturiano se expandiu, se transformou e permaneceu vivo.

Já em órbita

As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur — Tomo I

Geoffrey de Monmouth e Nennius

As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur — Tomo II

Chrétien de Troyes e os cinco romances arthurianos

A História do Rei Arthur e seus Cavaleiros

Howard Pyle — quatro livros em volume único

O Mabinogion

tradição galesa / Lady Charlotte Guest

Lais de Marie de France

Marie de France

No radar

  • As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur — Tomo III — Robert de Boron, Trilogia do Graal e Vita Merlini
  • As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur — Tomo IV — Continuações do Graal de Chrétien de Troyes
  • Ciclo da Vulgata completo — planejamento de longo prazo

Linha editorial

Frente nórdica

A frente nórdica busca reunir textos islandeses e germânicos que estão na base de algumas das imagens mais duradouras do heroísmo, da tragédia e da imaginação do Norte. Sagas, Eddas, poemas heroicos e crônicas reais formam aqui uma constelação própria, com ritmo, valores e visões de mundo distintos das tradições românicas e arturianas. Trazer essas obras é importante porque elas ajudam a compreender outra vertente fundamental da tradição medieval europeia, marcada por memória genealógica, destino, honra, vingança e ruína. Em conjunto, essa linha não amplia apenas o catálogo: ela amplia o horizonte do leitor sobre o que foi a experiência literária do mundo medieval.

Já em órbita

A Saga dos Volsungs e Ragnar Lodbrok

tradição islandesa

No radar

  • Laxdæla Saga — saga islandesa
  • Nibelungenlied — épica germânica medieval
  • Eddas — tradição nórdica
  • Heimskringla — Snorri Sturluson

Expansão editorial

Frentes já abertas e possíveis aberturas

Além das frentes já consolidadas, o Scriptorium também acompanha linhas que podem se expandir em novas direções. Algumas já começaram a se anunciar no catálogo; outras permanecem no horizonte, como desdobramentos naturais das trilhas editoriais da casa.

Frente já aberta

Infantojuvenil, moralidades e contos de fadas

Inaugurada por: Homens de Ferro

Uma frente voltada a obras de formação imaginativa e moral, em que aventura, fábula, conto de fadas e literatura juvenil dialogam entre si. Partindo de Homens de Ferro, essa linha pode reunir textos que falam tanto ao leitor jovem quanto ao adulto interessado nas raízes simbólicas e pedagógicas desse repertório.

Obras em perspectiva

  • Homens de Ferro
  • A Princesa e o Goblin
  • A Princesa e Curdie
  • Contos de Grimm
  • Contos de Andersen
  • O Rei do Rio de Ouro

Possível abertura

Cavalaria

Início possível: Amadis de Gaula

Uma derivação natural do núcleo arturiano em direção aos grandes romances de cavalaria ibéricos e tardomedievais. Se Arthur oferece a matriz mítica, esta frente mostraria como a matéria cavaleiresca se prolonga, se transforma e ganha novos contornos narrativos em obras como Amadis de Gaula.

Obras em perspectiva

  • Amadis de Gaula
  • Palmeirim de Inglaterra
  • Tirant lo Blanc
  • Orlando Furioso
  • Orlando Innamorato

Possível abertura

Clássicos narrativos da China e do Japão

Início possível: O Romance dos Três Reinos

Uma frente voltada a grandes narrativas históricas, épicas e guerreiras da China e do Japão. Ela pode começar por O Romance dos Três Reinos e, mais adiante, dialogar com obras como Heike Monogatari, ampliando o horizonte do Scriptorium para além da Europa sem perder o interesse por textos fundadores, ciclos longos e imaginações civilizacionais de grande alcance.

Obras em perspectiva

  • O Romance dos Três Reinos
  • Jornada ao Oeste
  • Margem da Água
  • Sonho do Pavilhão Vermelho
  • Heike Monogatari
  • Taiheiki
  • Hōgen Monogatari
  • Heiji Monogatari

Possível abertura

Tradições galesas e irlandesas

Início possível: Deuses e Guerreiros — Lady Gregory

Uma frente voltada às grandes matérias narrativas galesas e irlandesas, em diálogo com o Mabinogion, os ciclos heroicos da Irlanda e os manuscritos que preservaram essas tradições. Ela permitiria aprofundar o eixo celta do catálogo para além do universo arturiano, mostrando suas raízes míticas, heroicas e poéticas em formas mais antigas e menos domesticadas.

Obras em perspectiva

  • Deuses e Guerreiros — Lady Gregory
  • Cuchulain of Muirthemne — Lady Gregory
  • Livro Vermelho de Hergest
  • Livro Negro de Carmarthen
  • Livro de Taliesin
  • Livro de Aneirin