No Scriptorium

As Crônicas Ancestrais do Rei Arthur — tomo III

Robert de Boron, Trilogia do Graal e Vita Merlini

O tomo em que a matéria arturiana deixa de ser apenas crônica régia ou romance cortês e se reorganiza como história sagrada: o Graal ganha origem cristã explícita, Merlim se torna eixo providencial do ciclo e a linhagem que vai de José de Arimateia a Perceval passa a sustentar toda a arquitetura espiritual do mito.

Status

Em preparação avançada

Etapa

Em revisão

Linha

Núcleo arturiano

Janela

Em consolidação

Sinopse do livro

Quando o mito arturiano ganha sua arquitetura sagrada

O tomo III acompanha o momento em que a matéria arturiana deixa de ser apenas uma sequência de reis, cavaleiros e aventuras e passa a formar um vasto arco espiritual. A abertura com a Vita Merlini mostra um Merlim selvagem, profético e fraturado, ainda muito próximo das tradições célticas e da imaginação latina de Geoffrey de Monmouth. Em seguida, o Pequeno Ciclo do Graal reorganiza todo esse universo: José de Arimateia recebe o cálice que recolhe o sangue de Cristo, a relíquia viaja para o Ocidente, Merlim prepara a ordem futura da Britânia e a busca de Perceval surge como cumprimento tardio de uma promessa iniciada séculos antes. O resultado é uma narrativa em que relíquia, linhagem, profecia, reino e queda passam a pertencer à mesma lógica providencial.

Painel de produção

Espaço pronto para imagens, provas e materiais da produção.

A página agora já nasce com área visual ampla para receber capas em estudo, provas, artes, detalhes de acabamento e outros registros do processo editorial.

Ajuste fino

Acompanhamento editorial

O texto já está de pé e atravessa a camada mais fina de conferência editorial.

Obras em revisão linguística e editorial, já com o texto estabilizado o bastante para conferência fina.

Etapa atual

Em revisão

Janela prevista

Em consolidação

Linha editorial

Núcleo arturiano

Leituras relacionadas

Pontes para continuar a leitura

Autor relacionado, trilha em produção e páginas que ajudam a situar o livro dentro do arco editorial da casa.

Por que esta obra importa

Este é um dos volumes mais decisivos de toda a coleção porque mostra o momento em que o universo arturiano muda de natureza. Se o tomo I funda Arthur como rei e o tomo II transforma seus cavaleiros em protagonistas de romance, o tomo III faz algo ainda maior: integra a matéria da Bretanha a uma história de salvação, ligando a Paixão de Cristo, José de Arimateia, o Santo Graal, Merlim, a Távola Redonda e a busca de Perceval numa única estrutura narrativa. É aqui que o Graal deixa de ser apenas um objeto misterioso e passa a ser o cálice da Última Ceia e do sangue de Cristo; é aqui que Merlim deixa de ser apenas conselheiro e profeta para se tornar figura liminar entre inferno, providência e reino; é aqui que a tradição ganha a forma que depois alimentará a Vulgata, Malory, Tennyson, Eliot, cinema e cultura pop. Para o catálogo da Scriptoriando, este tomo tem peso raro: ele não apenas continua a coleção — ele explica por que o ciclo arturiano se tornou uma das arquiteturas imaginativas mais duradouras do Ocidente.

No radar agora

O leitor que entrar neste tomo encontrará não só textos raros e decisivos, mas uma verdadeira passagem de nível dentro da coleção: a ponte entre Geoffrey, Chrétien e tudo o que virá depois, apresentada com aparato suficiente para tornar legíveis tanto o fascínio narrativo quanto as disputas filológicas do Pequeno Ciclo do Graal.

Por que ele chega agora

Este volume chega no ponto exato em que a coleção precisa aprofundar o seu centro de gravidade. Depois das fontes fundadoras de Geoffrey e Nennius e da revolução cortês de Chrétien de Troyes, o passo natural é entrar na oficina espiritual que deu ao ciclo sua forma mais persistente: a cristianização do Graal, a centralidade de Merlim e a ideia de uma história providencial que atravessa séculos. Tomo III não funciona como apêndice erudito, mas como virada de chave. Ele oferece ao leitor brasileiro o momento em que a Távola Redonda deixa de ser apenas corte cavaleiresca e passa a ser parte de uma economia sagrada; o momento em que o cálice misterioso se torna relíquia de Cristo; o momento em que o destino de Artur passa a ser lido sob a luz da profecia, da genealogia e do fim de um mundo. É o livro que torna visível a engrenagem profunda por trás de quase toda a tradição posterior do Graal.

Fios que organizam este livro

Cristianização do Graal e história da salvação Merlim entre loucura profética, demonologia e providência Távola Redonda como instituição sagrada Autoria medieval, transmissão textual e Pseudo-Boron Da Paixão de Cristo à queda de Camelot

Roteiro editorial da obra

O ponto de virada

Quando o Graal deixa de ser enigma e se torna relíquia

Chrétien de Troyes introduziu o Graal como objeto misterioso e inesgotável. Robert de Boron e a tradição associada ao Pequeno Ciclo do Graal dão o passo que mudaria tudo: identificam o vaso com o cálice da Última Ceia e com o sangue de Cristo recolhido por José de Arimateia. A partir daqui, a busca do Graal já não é apenas maravilha cortesã, mas peregrinação espiritual.

Merlim no centro

Do profeta selvagem de Geoffrey ao arquiteto providencial do ciclo

A Vita Merlini oferece um Merlim anterior à forma mais popular da lenda: enlouquecido, retirado na floresta, cercado por visões, por Taliesin e pelo mundo de Avalon. Já o Merlim associado a Robert de Boron o reinscreve numa economia cristã e profética: filho de um plano demoníaco frustrado, mas redimido e posto a serviço do destino da Britânia. O volume permite ver essa metamorfose em profundidade.

A arquitetura do tomo

Uma história que vai da Paixão à queda de Camelot

O Pequeno Ciclo do Graal pensa a matéria arturiana em escala inédita: começa com Cristo, passa por José de Arimateia, prepara a Távola Redonda com Merlim e culmina na busca de Perceval e no fim do mundo arturiano. Não são episódios soltos, mas uma narrativa de longa duração organizada por profecia, genealogia e cumprimento.

Questão de autoria

Robert de Boron, Pseudo-Boron e o laboratório da literatura medieval

Poucos volumes permitem ao leitor ver tão de perto como a literatura medieval realmente funciona. Há versos perdidos, reescritas em prosa, atribuições incertas, discussões sobre o Didot-Perceval e o uso moderno do rótulo “Pseudo-Boron”. Em vez de empobrecer o livro, essa instabilidade o torna ainda mais vivo: ela mostra como um grande mito se compõe, circula e se transforma.

Lugar na tradição

O tomo que prepara a Vulgata, Malory e a imaginação moderna do Graal

Quase tudo o que o público moderno imagina quando pensa em Santo Graal passa, de algum modo, por este momento da tradição: o cálice de Cristo, a linhagem sagrada, o Rei Pescador, a Távola Redonda como instituição providencial, o cavaleiro predestinado, Merlim como figura ambígua e imensa. Tomo III é, portanto, menos um volume intermediário e mais uma peça-mestra do percurso arturiano.

A edição brasileira

Leitura guiada para um corpus complexo e fundamental

A edição brasileira precisa servir a dois leitores ao mesmo tempo: o apaixonado por mito, cavalaria e fantasia, e o leitor que quer compreender questões de transmissão textual, autoria e contexto medieval. Por isso, o projeto se apoia em introdução, notas e ensaios complementares que esclarecem o lugar de Robert de Boron, a transformação do Graal e a fortuna posterior do ciclo.

Estrutura da edição

Como o tomo III aparece no sumário editorial da obra

A estrutura abaixo segue o sumário da obra como ele aparece no arquivo editorial: abertura crítica e tradutória, corpo tripartido de José de Arimatéia / Merlin / Perceval, encerramento arturiano e a seção final com A Vida de Merlin e os anexos.

  1. 01

    Abertura editorial

    O Pequeno Ciclo do Graal

  2. 02

    Sobre Esta Tradução

  3. 03

    Prefácio de Daniel Taboada

  4. 04

    Merlin: A Ponte entre Dois Mundos

  5. 05

    Geoffrey de Monmouth e o Nascimento Literário de Merlin

  6. 06

    Robert de Boron e a Cristianização do Mito de Merlin

  7. 07

    Prefácio

  8. 08

    José de Arimatéia

    A Entrega do Graal

  9. 09

    A Vingança de Vespasiano

  10. 10

    O Mistério do Assento Vazio

  11. 11

    Merlin

    A Revelação de Merlin

  12. 12

    A Profecia de Merlin

  13. 13

    A Expulsão dos Saxões

  14. 14

    A Morte Tríplice

  15. 15

    A Ascensão de Utherpendragon

  16. 16

    A Terceira Mesa Sagrada

  17. 17

    A Criança Predestinada

  18. 18

    Perceval

    A Festa de Pentecostes

  19. 19

    O Orgulhoso da Terra

  20. 20

    A Aventura do Castelo do Tabuleiro de Xadrez

  21. 21

    A Irmã e o Tio de Perceval

  22. 22

    O Covarde Bonito e a Donzela Feia

  23. 23

    O Combate no Vau

  24. 24

    O Castelo do Rei Pescador

  25. 25

    O Retorno ao Castelo do Tabuleiro de Xadrez

  26. 26

    O Retorno ao Tio Eremita

  27. 27

    O Torneio no Castelo

  28. 28

    O Retorno ao Rei Pescador

  29. 29

    A Morte de Artur

  30. 30

    A Conquista Da França

  31. 31

    A Campanha Contra os Romanos

  32. 32

    A Traição de Mordred e a Morte do Rei Arthur

  33. 33

    Fecho e anexos

    A Vida De Merlin

  34. 34

    Anexo I – O Enigma Biográfico de Robert de Boron

  35. 35

    Anexo II – O Corpus Textual e sua Transmissão

  36. 36

    Anexo III – As Inovações Teológicas e Literárias

  37. 37

    Anexo IV – Estrutura, Legado e Fortuna Crítica

O que falta para avançar

Concluir revisão editorial e preparar a entrada em design e produção.

O que já está definido

  • Integra a Vita Merlini de Geoffrey de Monmouth ao arco Robert de Boron / Pequeno Ciclo do Graal, fazendo de Merlim o fio condutor do volume.
  • Apresenta o momento em que o Graal se torna explicitamente o cálice da Última Ceia e do sangue de Cristo, mudando para sempre a tradição arturiana.
  • Enquadra com clareza a questão crítica de autoria: Robert de Boron, Pseudo-Boron, textos em verso, reescritas em prosa e o problema do Didot-Perceval.
  • Funciona como ponte orgânica entre Chrétien de Troyes e os grandes ciclos em prosa do século XIII, especialmente a Vulgata.
  • Volume pensado para combinar leitura literária, contexto histórico e aparato editorial robusto sem sacrificar o senso de assombro do ciclo.

Quem está fazendo este livro

Tradução

Leonardo Camanho Carneiro

Editora e publisher

Aline Ferreira de Souza

Colaborador

Daniel Taboada

Prefácio do volume.

Consultoria editorial

Adilson Ramachandra

Revisão

Bárbara Parente

Diagramação

Cauê Veroneze